Governo admite falta de controle sobre avanço de facções na Amazônia
Resposta do Ministério da Justiça revela ausência de diagnóstico e expõe fragilidade na segurança da região
Por: Redação
12/04/2026 às 22:29

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O Ministério da Justiça e Segurança Pública admitiu não ter controle nem diagnóstico detalhado sobre o avanço do crime organizado na Amazônia Legal, evidenciando falhas na atuação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área de segurança pública.
A informação consta em resposta oficial enviada ao deputado Capitão Alberto Neto, após questionamento sobre a expansão das facções criminosas na região.
No documento, o próprio governo reconhece a ausência de dados consolidados sobre o problema:
“Embora o tema seja de elevada relevância estratégica, não há, até o presente momento, um diagnóstico detalhado e consolidado que identifique, de forma exaustiva, todas as causas responsáveis pela expansão da presença de facções criminosas na Amazônia Legal.”
A admissão chama atenção por ocorrer em um cenário de crescimento acelerado da atuação criminosa. Dados apresentados pelo parlamentar indicam que a presença de facções saltou de 178 para 344 municípios em dois anos — um aumento de aproximadamente 50%.
Para Alberto Neto, a resposta escancara a falta de estratégia do governo federal diante de um problema considerado crítico.
“O governo reconhece que não sabe por que o crime avançou tanto. Isso é inadmissível”, afirmou.
O parlamentar também alertou para os impactos na soberania nacional, especialmente em áreas de fronteira.
“Quando o Estado recua, o crime ocupa. Hoje vemos facções controlando territórios e rotas e impondo medo à população”, declarou.
Apesar de o Ministério da Justiça mencionar operações e investimentos, o documento não apresenta resultados concretos na contenção do avanço das organizações criminosas.
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