Início
/
Notícias
/
Brasil
/
Governo Lula busca “meio-termo” em disputa sobre calendário de emendas na LDO de 2026
Governo Lula busca “meio-termo” em disputa sobre calendário de emendas na LDO de 2026
Planalto tenta evitar cronograma rígido que obrigaria liberação total dos recursos até julho, em ano eleitoral
Por: Redação
15/10/2025 às 10:29

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as articulações políticas para tentar chegar a um acordo em torno da proposta de inclusão de um calendário fixo de pagamento das emendas parlamentares na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. A medida será votada pelo Congresso nos próximos dias e pode limitar a margem de manobra do Executivo no ano eleitoral.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defende a criação de mecanismos que deem mais previsibilidade aos pagamentos, sem amarrar completamente o governo a um cronograma rígido. A proposta do Congresso prevê que toda a verba de emendas impositivas seja paga até julho de 2026, às vésperas da campanha eleitoral — o que reduziria significativamente o poder de barganha do Executivo.
Cronograma proposto pelo Congresso:
Após sanção da LDO, parlamentares teriam 30 dias para apresentar emendas;
O governo teria 60 a 90 dias para análise;
Em seguida, o Planalto teria 60 dias para empenhar e pagar as emendas;
Os repasses deveriam ser concluídos até o início de julho de 2026.
O texto faz parte do parecer do relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), e ainda precisa passar pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pelo plenário. O Planalto avalia vetar ou judicializar o dispositivo, caso ele seja aprovado. Pareceres técnicos já indicam possível inconstitucionalidade da proposta, por interferir na execução orçamentária do Executivo.
A votação foi adiada para a próxima terça-feira (21/10) devido à falta de acordo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, têm reunião agendada nesta quarta (15) para discutir uma solução política.
A inclusão do calendário de emendas é vista por parlamentares como uma forma de “amarrar” o governo, garantindo maior controle do Legislativo sobre a liberação dos recursos. Para o Planalto, porém, a medida enfraquece sua capacidade de articulação política e compromete a gestão fiscal em ano de disputa presidencial.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




