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Governo Lula firmou contratos de R$ 300 milhões com empresa ligada ao dono do Banco Master
Governo Lula firmou contratos de R$ 300 milhões com empresa ligada ao dono do Banco Master
Acordos com fabricante de insulinas foram assinados pelo Ministério da Saúde em meio a encontros reservados no Planalto
Por: Redação
29/01/2026 às 07:20

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou contratos que somam R$ 300 milhões com a Biomm, empresa de biotecnologia que tem como principal acionista individual o Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os acordos foram assinados em 2025 com o Ministério da Saúde para o fornecimento de insulinas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com dados divulgados pelo Poder360 e confirmados pela imprensa, a Biomm fechou ao menos dois contratos principais com o governo federal. O primeiro, firmado em junho de 2025, prevê o fornecimento de insulina humana ao SUS, no valor de R$ 142 milhões, com vigência inicial de um ano. O segundo contrato, anunciado cinco meses depois, envolve a entrega de insulina glargina, com valor estimado em R$ 131 milhões.
Além desses acordos, o Ministério da Saúde publicou um termo contratual adicional para a compra de 2 milhões de doses de insulina glargina, no valor de R$ 30 milhões, com vigência inicial de 12 meses e possibilidade de prorrogação por até dez anos. Somados, os contratos chegam a aproximadamente R$ 303 milhões.
Em abril de 2024, Lula participou da inauguração da fábrica de insulina da Biomm, em Nova Lima (MG). Apesar de o Banco Master ser o principal acionista individual da empresa, Daniel Vorcaro não esteve presente na cerimônia oficial.
Meses depois, em dezembro de 2024, o presidente se reuniu com Vorcaro no Palácio do Planalto, em um encontro que durou cerca de uma hora e meia e não constou na agenda oficial da Presidência da República. Segundo apuração jornalística, participaram da reunião o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ministro-chefe da Casa Civil Rui Costa, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, além de Gabriel Galípolo, então indicado para a presidência do Banco Central, e Augusto Lima, então CEO do Banco Master.
Procurada, a Biomm afirmou que não possui acionista controlador e que sua estrutura de governança “não permite interferência direta por parte de acionistas individuais”. A empresa também declarou que os contratos firmados com o Ministério da Saúde seguiram rigorosamente os critérios técnicos e administrativos previstos nas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs).
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