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Governo Lula registra maior gasto com publicidade institucional desde 2009

Governo Lula registra maior gasto com publicidade institucional desde 2009

Secom desembolsou R$ 255,3 milhões no primeiro semestre e já reservou outros R$ 584,7 milhões para campanhas ao longo de 2026

Por: Redação

27/07/2026 às 21:52

Imagem de Governo Lula registra maior gasto com publicidade institucional desde 2009

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou o maior gasto com publicidade institucional para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secretaria de Comunicação Social (Secom), em 2009. Entre janeiro e junho de 2026, foram desembolsados R$ 255,3 milhões, enquanto outros R$ 584,7 milhões já foram empenhados no Orçamento deste ano para campanhas institucionais.

Levantamento do Estadão/Broadcast, com base em dados da Secom, do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) e do Siga Brasil, aponta que o valor pago no primeiro semestre foi 57% superior ao registrado no mesmo período de 2025, já descontada a inflação.

Na comparação com 2022, último ano da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o desembolso representa um aumento de 219%. Segundo a reportagem, desde o início do atual mandato, o governo federal já destinou cerca de R$ 1,1 bilhão à publicidade institucional, superando os valores registrados nas administrações de Jair Bolsonaro, Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT).

A Secom informou que apenas 17,3% dos pagamentos efetuados neste ano correspondem a despesas contratadas em 2026. De acordo com o órgão, a maior parte dos desembolsos refere-se à quitação de contratos firmados em exercícios anteriores, alguns deles celebrados até cinco anos antes.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social afirmou que os investimentos têm como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre políticas públicas e serviços oferecidos pelo governo federal, ressaltando que as campanhas seguem os critérios previstos na legislação.

Desde 2022, a legislação eleitoral passou a limitar os empenhos com publicidade institucional em anos eleitorais, e não mais os gastos efetivamente realizados. Com base nesse entendimento, o Partido Liberal (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a suspensão das campanhas publicitárias do governo, sob a alegação de excesso de despesas. A Secom, por sua vez, afirma cumprir integralmente as regras eleitorais e as normas que disciplinam a publicidade institucional.

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