Hugo Motta barra tentativa de equiparar facções ao terrorismo
Presidente da Câmara impede mudança defendida pela direita e sustenta que inclusão seria “jabuti” fora do escopo do PL Antifacção
Por: Redação
18/11/2025 às 22:13

Foto: LULA MARQUES/ AGÊNCIA BRASIL
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), vetou nesta terça-feira (18) qualquer tentativa de incluir no PL Antifacção um dispositivo que equiparasse facções criminosas a organizações terroristas — medida defendida pela oposição e por parlamentares da linha dura na segurança pública.
A proposta havia sido apresentada pelo líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), por meio de um destaque que seria votado separadamente. No entanto, após a intervenção de Motta, o destaque foi retirado.
Segundo o presidente da Câmara, a inclusão do tema configuraria um “jabuti”, já que o PL original trata exclusivamente do combate às organizações criminosas — enquanto a legislação antiterrorismo, aprovada em 2016, é uma norma à parte.
“Não serão admitidos destaques que tentem incluir, modificar ou suprimir dispositivos relacionados à Lei nº 13.260, a Lei Antiterrorismo, no âmbito do Projeto de Lei nº 5.582/2025”, declarou Motta ao plenário. Ele reforçou que equiparar facções a grupos terroristas “não se insere no escopo” do texto em análise.
Decisão frustra bancada conservadora
A manobra irritou parlamentares de direita, que defendem uma legislação mais dura para enquadrar facções como organizações terroristas — movimento semelhante ao que vem sendo discutido nos Estados Unidos para grupos ligados a regimes autoritários.
Para a oposição, a decisão de Motta representa uma vitória indireta do Planalto, que tem resistido à ampliação do conceito de terrorismo no Brasil. A retirada do destaque ocorre justamente no dia em que o governo sofreu derrota expressiva com a aprovação do texto-base do PL Antifacção na Câmara.
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