O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a conversar com o filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e pediu que ele apresente esclarecimentos sobre qualquer eventual ligação com investigados no escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A conversa ocorreu na última terça-feira (3), poucos dias após a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS determinar a quebra de sigilos do empresário. Segundo pessoas próximas ao assunto, foi a segunda vez que pai e filho falaram sobre o tema desde que o caso ganhou repercussão política.
De acordo com fontes ouvidas sob reserva, Lula teria orientado o filho a assumir diretamente as explicações sobre o caso para evitar que a crise atinja o Palácio do Planalto. Nos bastidores do governo, a avaliação é de que o episódio pode se tornar munição política para a oposição durante a campanha eleitoral.
Aliados do presidente defendem que o assunto seja esclarecido rapidamente para reduzir o desgaste político. A estratégia seria evitar que o caso se prolongue e seja explorado de forma mais intensa no debate público.
Após a primeira conversa entre os dois, Lula chegou a afirmar publicamente que o filho terá de responder caso tenha cometido qualquer irregularidade. O presidente também já declarou anteriormente que Lulinha não seria poupado caso surgissem provas de envolvimento em práticas ilegais.
O nome de Fábio Luís Lula da Silva apareceu nas investigações relacionadas a fraudes no INSS. Até o momento, ele não é formalmente investigado, mas as apurações apontam para uma possível ligação com o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, citado no esquema investigado.
O caso segue sendo acompanhado pela CPMI instalada no Congresso Nacional para investigar suspeitas de desvios e irregularidades no sistema previdenciário.





