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Investigação contra Lulinha na PF segue travada enquanto governo articula arquivamento
Investigação contra Lulinha na PF segue travada enquanto governo articula arquivamento
Apuração não avançou após quebra de sigilos e ainda depende de análise de dados coletados
Por: Redação
15/04/2026 às 13:49

Foto: Reprodução
A investigação da Polícia Federal que envolve o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, permanece sem avanços mesmo após a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático, autorizada em janeiro pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Segundo informações do caso, a apuração está travada porque os investigadores ainda não concluíram a análise do material obtido com as quebras de sigilo. Avaliações preliminares indicam que, até o momento, não foram identificados elementos suficientes que justifiquem medidas mais rigorosas, como eventual prisão.
Paralelamente, integrantes do governo federal atuam para tentar o arquivamento da investigação, em meio a preocupações com possíveis impactos políticos do caso.
O inquérito também apura a relação de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger, apontada como possível intermediária em transações investigadas. Ela foi alvo de busca e apreensão e também teve sigilos quebrados por decisão judicial.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de transferências financeiras que somam R$ 1,5 milhão entre novembro de 2024 e março de 2025, envolvendo pessoas ligadas ao caso.
Investigadores também mencionam a hipótese de que Lulinha poderia atuar como “sócio oculto” de um dos principais investigados, Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como figura central no esquema sob apuração.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a quebra de sigilos por entender que não havia elementos suficientes, mas a medida foi autorizada pelo STF.
No âmbito político, um relatório da CPI do INSS chegou a pedir o indiciamento de Lulinha por crimes como tráfico de influência e lavagem de dinheiro, mas o documento foi rejeitado.
A defesa do empresário nega irregularidades e sustenta que não há ilegalidades, afirmando que o caminho natural do caso seria o arquivamento.
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