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Itamaraty nega acesso a lista de hóspedes em residências oficiais e caso vai à CGU

Itamaraty nega acesso a lista de hóspedes em residências oficiais e caso vai à CGU

Gastos no exterior superam R$ 240 milhões e uso das estruturas levanta questionamentos sobre transparência

Por: Redação

31/03/2026 às 10:11

Imagem de Itamaraty nega acesso a lista de hóspedes em residências oficiais e caso vai à CGU

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) recusou fornecer, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a lista de hóspedes que utilizaram residências oficiais brasileiras no exterior durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido foi negado sob a justificativa de que a solicitação seria “desproporcional” e poderia comprometer o funcionamento do órgão.

A solicitação envolvia informações de 24 residências oficiais em países como Argentina, Itália e Estados Unidos — uma parcela das 133 representações brasileiras no exterior. Após negativas em todas as instâncias dentro do próprio ministério, o caso foi encaminhado à Controladoria-Geral da União (CGU), que deverá decidir sobre a liberação dos dados.

As residências oficiais são tradicionalmente utilizadas para receber autoridades, convidados e personalidades. Durante o atual governo, esses espaços já hospedaram nomes como a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e o humorista Fábio Porchat.

Em abril de 2025, Lula e Janja ficaram na residência oficial do Brasil em Roma, localizada no Palácio Pamphilij, durante viagem para acompanhar o funeral do papa Francisco. Meses depois, o mesmo local recebeu Porchat, a convite do embaixador brasileiro na Itália.

O uso dessas estruturas ocorre em meio a gastos elevados. Em 2025, o MRE empenhou ao menos R$ 240,5 milhões para manter embaixadas e residências no exterior. O valor inclui despesas com pessoal, manutenção, aluguéis e eventos.

Parte desses custos está diretamente ligada a agendas presidenciais. Em visita a Roma, por exemplo, foram reservados R$ 10,1 mil para insumos relacionados à estadia de Lula e Janja, além de R$ 2,5 mil destinados à compra de velas para a residência oficial. Em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, houve gasto de R$ 9,6 mil com garçons para atendimento ao presidente e à primeira-dama.

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