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Justiça argentina mantém prisão domiciliar de brasileiro condenado pelos atos de 8 de janeiro

Justiça argentina mantém prisão domiciliar de brasileiro condenado pelos atos de 8 de janeiro

Wellington Firmino seguirá em Buenos Aires enquanto aguarda decisão sobre pedido de extradição para o Brasil

Por: Redação

11/06/2026 às 08:50

Imagem de Justiça argentina mantém prisão domiciliar de brasileiro condenado pelos atos de 8 de janeiro

Foto: Reprodução

A Justiça da Argentina decidiu manter o brasileiro Wellington Firmino em prisão domiciliar enquanto segue em análise o processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro. A decisão foi tomada pelo juiz federal Daniel Rafecas, da 3ª Vara Federal de Buenos Aires.

Firmino foi condenado pela Justiça brasileira a 17 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Após deixar o Brasil, ele passou a residir na Argentina e atualmente aguarda o desfecho do processo que poderá determinar seu retorno ao país.

 

Mudança de endereço foi autorizada

A decisão do magistrado argentino autorizou que Wellington Firmino permaneça provisoriamente em uma nova residência na capital argentina.

A mudança ocorreu após o brasileiro deixar o imóvel onde vivia anteriormente sem autorização prévia da Justiça, situação que poderia resultar na revogação da prisão domiciliar e em sua transferência para uma unidade prisional.

Segundo a decisão, a autorização foi concedida de forma excepcional porque Firmino corria risco de despejo. O juiz ressaltou, porém, que futuras mudanças de endereço dependerão de autorização judicial prévia.

 

Extradição segue em análise

Condenado por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro, incluindo tentativa de golpe de Estado, Wellington Firmino deixou o Brasil em 2024.

Ele foi localizado e detido pelas autoridades argentinas em novembro daquele ano, quando tentava seguir viagem para os Estados Unidos. Desde dezembro de 2025, cumpre prisão domiciliar em Buenos Aires.

A extradição solicitada pelo Brasil continua sendo analisada pelas autoridades argentinas.

 

Monitoramento continuará

O juiz Daniel Rafecas determinou que o Departamento de Apoio a Pessoas sob Vigilância Eletrônica da Argentina avalie as condições técnicas e socioambientais do novo imóvel onde Firmino passará a cumprir a medida.

Na decisão, o magistrado registrou que o brasileiro informou o novo endereço aos órgãos responsáveis pelo monitoramento e manteve o funcionamento regular da tornozeleira eletrônica.

A legislação argentina exige que presos em regime domiciliar tenham um supervisor residente no mesmo local. Caso as condições impostas pela Justiça deixem de ser cumpridas, o benefício poderá ser revogado e Firmino transferido para o Complexo Penitenciário de Ezeiza, um dos principais presídios federais do país.

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