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Justiça dos EUA amplia cerco a ativos do Banco Master e reforça investigação contra Daniel Vorcaro
Justiça dos EUA amplia cerco a ativos do Banco Master e reforça investigação contra Daniel Vorcaro
Decisão permite rastreamento internacional de patrimônio e dificulta ocultação de bens, aumentando pressão sobre suspeitas de fraude
Por: Redação
09/04/2026 às 08:04

Foto: Divulgação
A liquidação do Banco Master ganhou um novo e relevante desdobramento internacional após decisão da Justiça dos Estados Unidos que amplia o alcance das investigações sobre o patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro. A medida tende a dificultar a ocultação de ativos no exterior, inclusive em paraísos fiscais.
O juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, autorizou o rastreamento de bens para verificar se recursos foram convertidos em ativos de difícil acesso ou movimentados com o objetivo de escapar de credores.
Com a decisão, a EFB Regimes Especiais de Empresas — responsável pela liquidação — poderá realizar uma varredura ampla em busca de patrimônio possivelmente ocultado. Especialistas avaliam que a medida fortalece significativamente tanto os processos de ressarcimento quanto as investigações criminais no Brasil.
Segundo o advogado Gustavo Scandelari, a ampliação da apuração patrimonial é peça-chave para dar transparência à extensão dos ativos disponíveis. “Os credores devem poder ter conhecimento da extensão dos ativos que poderão vir a compor as dívidas para solucionar pendências financeiras”, afirmou. Ele acrescenta que o rastreamento pode revelar novas irregularidades, como bens registrados em nome de terceiros e movimentações financeiras sem lastro.
A decisão também autoriza a intimação de agentes de alto padrão, como galerias de arte, casas de leilão e varejistas de luxo, ampliando o alcance das investigações sobre possíveis estratégias de ocultação patrimonial.
Além disso, a Justiça norte-americana reconheceu o processo de liquidação brasileiro como principal, garantindo cooperação direta com autoridades nacionais. Entre os pontos centrais da decisão estão o congelamento automático de ativos, a proibição de execuções sem autorização judicial nos EUA e o poder do liquidante para administrar bens localizados no país.
A defesa de Vorcaro tentou barrar o pedido, alegando falta de fundamentação e violação de privacidade. No entanto, o tribunal rejeitou os argumentos, entendendo que o interesse coletivo dos credores prevalece diante das suspeitas levantadas.
Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura a venda de carteiras de crédito supostamente fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
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