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Justiça mantém prisão de Marcola em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC
Justiça mantém prisão de Marcola em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC
Tribunal de Justiça de São Paulo rejeita pedido de liberdade e mantém líder da facção sob custódia preventiva
Por: Redação
04/06/2026 às 09:47

Foto: Divulgação
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa e está relacionada à Operação Vernix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.
A investigação também alcançou outros alvos, entre eles a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Segundo as autoridades, o grupo investigado teria utilizado empresas e estruturas financeiras para ocultar recursos supostamente vinculados às atividades da organização criminosa.
Ao analisar o pedido, uma desembargadora da 16ª Câmara de Direito Criminal concluiu que não existem elementos suficientes para revogar imediatamente a prisão preventiva. Com isso, o mérito do habeas corpus ainda será examinado pelo colegiado do tribunal.
Defesa questiona necessidade de nova prisão
Os advogados de Marcola argumentaram que a nova ordem de prisão seria desnecessária, já que ele cumpre pena há anos em presídio federal de segurança máxima. Atualmente, o líder da facção está recolhido na Penitenciária Federal de Brasília, sob rígido monitoramento e severas restrições de comunicação.
Segundo a defesa, as medidas já impostas pelo sistema penitenciário federal seriam suficientes para impedir qualquer atuação externa do preso, tornando a nova prisão preventiva sem efeito prático. O advogado Bruno Ferullo Rita afirmou que a decisão tem caráter preliminar e que os argumentos apresentados ainda serão analisados pelos desembargadores.
Empresa é apontada como peça central do esquema
Na decisão, a Justiça citou a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda., apontada pelos investigadores como elemento relevante do suposto esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com o despacho judicial, outro processo já teria reconhecido a companhia como empreendimento utilizado para movimentações financeiras ilícitas.
A magistrada responsável pelo caso também ressaltou que condenações anteriores não impedem a decretação de novas prisões preventivas quando existem fundamentos jurídicos distintos para a medida cautelar.
Marcola está preso há mais de duas décadas e continua sendo apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do PCC, organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios brasileiros.
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