Início
/
Notícias
/
Brasil
/
Levantamento aponta que 83% dos processos no STF contra deputados miram a direita
Levantamento aponta que 83% dos processos no STF contra deputados miram a direita
PL é o partido mais afetado
Por: Redação
02/07/2025 às 12:00

Foto: Divulgação
Um levantamento realizado por advogados da Câmara dos Deputados, revela que 83% dos inquéritos e processos atualmente em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra parlamentares da Casa têm como alvo deputados alinhados à direita. Dos 34 deputados investigados, 26 são da direita, três de centro e cinco da esquerda.
A análise também mostra que as redes sociais se tornaram o principal terreno para a instauração dessas investigações: mais de 75% dos processos — 46 ao todo — estão relacionados a publicações feitas na internet, e 40 deles atingem parlamentares de direita.
O Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, é o mais afetado, respondendo por 64% dos processos. Em contrapartida, o Partido dos Trabalhadores (PT), do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta apenas um processo.
Quando se restringe o foco às ações penais em andamento, a concentração na direita se mantém: oito dos nove deputados que respondem criminalmente são críticos declarados ao governo Lula.
Os números referem-se apenas aos casos públicos, e a dimensão real pode ser maior, considerando investigações sigilosas, como o chamado “inquérito das fake news”, que também concentra esforços sobre parlamentares de direita.
O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) atribui a concentração de processos contra a direita a uma estratégia do STF para enfraquecer a oposição, especialmente diante da expectativa de crescimento da bancada conservadora no Senado nas eleições de 2026. Para ele, o Supremo busca impedir eventuais pedidos de impeachment contra seus ministros, intimidando parlamentares por meio de investigações e denúncias.
O levantamento também ressalta que, historicamente, o STF rejeitou diversas acusações contra políticos de centro e esquerda, como Aécio Neves (PSDB), Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo (PT), além do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), enquanto aceitou e processou inúmeras denúncias contra figuras da direita.
Esse cenário reforça debates sobre o papel do Judiciário e possíveis vieses políticos nas investigações envolvendo parlamentares, em um momento marcado pela polarização e pela proximidade do pleito eleitoral.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




