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Lobista afirma que Lula lhe ofereceu cargo no governo, mas ela preferiu negócios privados
Lobista afirma que Lula lhe ofereceu cargo no governo, mas ela preferiu negócios privados
Em mensagens de 2024 obtidas pela PF, Roberta Luchsinger relata proximidade com o presidente e cita atuação conjunta com Lulinha e Fernando Bittar
Por: Redação
21/08/2026 às 07:39

Foto: Divulgação
A empresária Roberta Luchsinger afirmou, em conversas de 2024 apreendidas pela Polícia Federal (PF), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe ofereceu um cargo no governo. Segundo o relato atribuído a ela nos diálogos, a proposta foi recusada porque preferiu se dedicar a negócios privados em parceria com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Fernando Bittar. As mensagens integram um relatório da PF divulgado pela revista Veja.
As conversas também registram declarações de Roberta sobre sua proximidade com Lula e sua atuação junto a integrantes da administração federal.
Mensagens mencionam atuação junto ao governo
De acordo com o relatório citado no material, Roberta mantinha contato direto com Gustavo Gaspar, ex-assessor do Ministério das Comunicações. A investigação aponta que ela, Lulinha e Fernando Bittar formariam um grupo voltado a intermediar interesses privados perante órgãos e agentes do governo federal, incluindo o Ministério da Saúde.
Em uma das conversas reproduzidas no relatório, Roberta afirma que Lula havia perguntado a ela onde gostaria de atuar. Em seguida, ela indica que preferia permanecer em sua sociedade com Lulinha e Bittar.
O conteúdo das mensagens, portanto, apresenta a versão da própria Roberta sobre uma suposta oferta de cargo e sobre sua escolha de permanecer na iniciativa privada.
PF investiga possível tráfico de influência
Segundo o inquérito, Lulinha teria atuado como intermediário de empresários interessados em contratos com autarquias federais. Os investigadores apontam indícios que podem configurar crimes de corrupção e tráfico de influência.
O relatório também registra que Roberta dizia atuar por meio do Palácio do Planalto e projetava movimentar até R$ 100 milhões em 2024.
As apurações mencionam ainda orientações dadas por ela para que valores em espécie fossem transportados em malas e entregues a determinados destinatários. Entre eles estaria Fernando Bittar.
Em outra conversa, Lulinha teria perguntado sobre a disponibilidade de recursos para financiar uma viagem à África e afirmado que Roberta era responsável por cuidar de suas finanças.
Defesa de Lulinha contesta investigação
A defesa de Lulinha criticou a divulgação das informações e afirmou ao Poder360 que não existem provas contra o empresário no inquérito. O advogado Marco Aurélio de Carvalho também alegou que a divulgação do conteúdo teria como objetivo produzir impacto no processo eleitoral.
A assessoria de Fernando Bittar questionou o que classificou como acesso seletivo aos autos e também mencionou possível interferência política.
As defesas de Roberta Luchsinger, Gustavo Gaspar e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, não apresentaram manifestação sobre o conteúdo ou informaram que aguardam acesso integral ao processo.
As informações reunidas pela PF fazem parte de uma investigação em andamento e, até o momento, não representam uma condenação ou conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal dos citados.
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