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Lobista teria bancado viagem de luxo de R$ 1,8 milhão para Lulinha ver aurora boreal
Lobista teria bancado viagem de luxo de R$ 1,8 milhão para Lulinha ver aurora boreal
Por: Redação
30/09/2026 às 11:33

Foto: Reprodução
A lobista Roberta Luchsinger teria custeado uma viagem de luxo para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e seus familiares acompanharem a aurora boreal na Europa. Realizada em janeiro de 2025, a excursão foi orçada em R$ 1.868.179,66.
As informações constam em relatório da Polícia Federal e foram publicadas inicialmente pelo jornal O Globo. O roteiro passou pela Suécia, Finlândia e Suíça e teria custado, em média, R$ 266,8 mil por participante.
Além de Lulinha, participaram da viagem sua mulher, Renata Abreu Moreira, os filhos do casal, Roberta Luchsinger e uma filha da lobista.
Jatinho, chef e mordomo
O pacote incluía serviços de mordomo e chef, hospedagens de alto padrão e atividades como seis dias consecutivos de esqui. Na Suíça, o grupo teria ficado no HUUS Gstaad, hotel de luxo localizado nos Alpes.
A viagem foi organizada por Roberta com o apoio da agência TTW, especializada em turismo de alto luxo. A empresa pertence a Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que integrou os governos Lula e Dilma Rousseff.
Segundo o relatório policial, a lobista pagou R$ 339 mil como sinal para a agência em outubro de 2024.
A programação também incluiu o fretamento de um jatinho para transportar Lulinha, sua mulher e os filhos da Suíça até Estocolmo, na Suécia. O voo particular, solicitado em 8 de janeiro de 2025, custou R$ 220,8 mil.
Com esse e outros gastos extras, o custo total da excursão pode ter ultrapassado R$ 2 milhões. Fotografias obtidas durante a investigação mostram Lulinha e sua mulher na Suíça no período indicado nos documentos. CNN Brasil
Relação investigada pela PF
A Polícia Federal apura a proximidade entre Lulinha e Roberta Luchsinger em três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. As investigações analisam suspeitas de tráfico de influência e corrupção para beneficiar empresas privadas em negociações com órgãos do governo federal.
Dois dos procedimentos estão sob a relatoria do ministro André Mendonça. O terceiro é relatado pelo ministro Flávio Dino.
Uma das linhas de investigação busca esclarecer se Lulinha e a lobista atuaram para beneficiar a empresa de fertilizantes Unigel em contratos com a Petrobras. Os investigadores analisam se houve interferência política em operações consideradas potencialmente prejudiciais à estatal.
A lobista entrou no radar da PF depois de ser alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social. O celular de Roberta foi apreendido e passou por perícia.
Segundo os investigadores, a empresária teria atuado para Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores do esquema. Roberta admitiu à PF ter apresentado Lulinha a Antunes, mas nega irregularidades.
Defesa de Lulinha critica vazamentos
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que ele não cometeu crimes e que prestará os esclarecimentos necessários perante as autoridades responsáveis.
“Fábio Luís não cometeu nenhum crime e esclarecerá, nos autos e perante as autoridades competentes, qualquer fato que possa estar sob apuração”, declararam os advogados.
A defesa acrescentou que não comentará informações que classifica como descontextualizadas e originadas de “vazamentos seletivos e criminosos” de supostos elementos da investigação. Segundo os representantes de Lulinha, esses dados estariam sendo utilizados para construir “ilações e narrativas falsas” durante o período eleitoral.
A CNN informou que também procurou a defesa de Roberta Luchsinger, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. A agência TTW declarou que não comentaria especificamente o caso, mas assegurou que todas as suas atividades foram realizadas de forma regular.
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