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Lula critica promessa de indulto a Bolsonaro e diz que discussão é “precipitada”

Lula critica promessa de indulto a Bolsonaro e diz que discussão é “precipitada”

Presidente afirmou que não cabe ao Executivo intervir em anistia do 8 de Janeiro e defendeu imparcialidade do STF

Por: Redação

18/09/2025 às 09:01

Imagem de Lula critica promessa de indulto a Bolsonaro e diz que discussão é “precipitada”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, em entrevista à BBC nesta quarta-feira (17), declarações de políticos de direita que prometem conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Sem citar diretamente nomes, Lula fez referência ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já afirmou que perdoaria Bolsonaro como seu primeiro ato caso seja eleito presidente em 2026.

“Faltam 13 meses para as eleições e já tem gente dizendo que, se for eleito, vai dar indulto”, disse Lula.

O petista classificou como “precipitada” a discussão sobre perdão ou anistia e afirmou que a prioridade deve ser aguardar o andamento dos processos judiciais.
“Não há porque essa pressa toda. Vamos ver qual é o comportamento do Congresso Nacional”, declarou.

Lula também se posicionou sobre a articulação em curso no Legislativo para aprovar uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro de 2023. Ele se distanciou do tema, ressaltando que a questão cabe ao Congresso e, eventualmente, ao Judiciário.

“O presidente da República não tem que se meter nisso. É um problema deles”, disse, lembrando que ainda há investigações em andamento sobre os ataques às sedes dos Três Poderes.

Questionado sobre a possibilidade de enfrentar Bolsonaro nas urnas novamente, Lula disse não temer o confronto. Ele destacou que venceu em 2022 mesmo diante do uso, segundo ele, da “máquina pública em favor da reeleição”.

“Ele usou bilhões do orçamento para tentar evitar minha vitória. E mesmo assim eu ganhei”, afirmou.

O presidente ainda citou a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o segundo turno, acusando o órgão de dificultar o acesso de eleitores às urnas.

Sobre acusações de que Bolsonaro estaria sendo alvo de perseguição política, Lula rejeitou a narrativa e defendeu a atuação do Supremo.

“As instituições estão funcionando normalmente dentro da legalidade democrática”, disse.

Ele ainda comparou a situação brasileira com os Estados Unidos:
“Se o Trump tivesse feito no Brasil o que fez no Capitólio, ele também teria sido julgado aqui. Porque no Brasil, a Justiça funciona”, concluiu, ressaltando que o país tem sido reconhecido internacionalmente como “exemplo de estabilidade democrática”.

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