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Lula diz que não usará Presidência para proteger Lulinha durante investigação da PF

Lula diz que não usará Presidência para proteger Lulinha durante investigação da PF

Presidente afirma confiar na inocência do filho, mas declara que ele deverá responder à Justiça como qualquer cidadão caso seja condenado

Por: Redação

31/07/2026 às 07:53

Imagem de Lula diz que não usará Presidência para proteger Lulinha durante investigação da PF

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não utilizará o cargo para interferir na investigação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A declaração foi feita nesta quinta-feira (30), durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

Segundo Lula, o empresário não receberá tratamento diferenciado por ser filho do presidente e deverá responder à Justiça nas mesmas condições de qualquer outro investigado.

"Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas", afirmou o presidente.

Lula acrescentou que, caso Lulinha seja julgado, enfrentará o processo judicial no Brasil. "Ele vai vir para cá, não vai ficar escondido. Não vou utilizar o meu cargo para proteger. Se for culpado, vai pagar o que todo mundo tem que pagar quando erra", declarou.

As declarações ocorrem após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar Lulinha por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. A apuração envolve supostas articulações relacionadas a negócios de cannabis medicinal no Ministério da Saúde.

Durante a entrevista, Lula também afirmou acreditar na inocência do filho e relembrou o período da Operação Lava Jato. Segundo o presidente, Lulinha acompanhou de perto os impactos das investigações sobre sua família e conhece as consequências de acusações públicas.

A investigação da Polícia Federal também apura a atuação do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e da empresária Roberta Luchsinger. Conforme a apuração, ambos participaram de reuniões no Ministério da Saúde e a PF identificou pagamentos que somam R$ 1,5 milhão feitos pelo lobista à empresária. Em uma das transferências analisadas, Antunes teria mencionado como destinatário dos recursos o "filho do rapaz", referência que os investigadores avaliam poder estar relacionada a Lulinha.

 
 

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