O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal ainda durante o atual mandato e descartou deixar a vaga aberta para o próximo governo.
Em entrevista ao SBT News, Wellington Dias classificou como “maluquice” a possibilidade de o governo aguardar até 2027 para indicar um novo ministro da Corte.
“Olha a maluquice. É um presidente com cadeira eleito pelo povo. Por que o país vai ter que esperar até uma eleição e posse para poder abrir uma nova escolha?”, declarou o ministro.
Dias também criticou a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado Federal e classificou o episódio como “política menor”.
Segundo o ministro, o presidente mantém a prerrogativa constitucional de indicar nomes ao STF.
“É direito do presidente eleito escolher e encaminhar, no caso, ao Senado, nome para compor Cortes, como o Supremo. Ele vai mandar”, afirmou.
Ao comentar a derrota de Jorge Messias, Wellington Dias afirmou que o perfil do AGU gerou resistência entre parlamentares.
“Jorge Messias perdeu por suas qualidades”, declarou o ministro.
Em outro trecho da entrevista, Dias questionou os motivos da rejeição ao nome do advogado-geral da União.
“Quem está com medo de ter um Supremo com pessoas da qualidade de Jorge Messias?”, disse.
O ministro também afirmou que Lula mantém diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e negou disposição do governo para confronto institucional.
“Lula não é submisso, está legitimado pelo povo, então ele estará dialogando com o presidente Alcolumbre”, afirmou.
Segundo Wellington Dias, Lula ainda avalia diferentes nomes para uma nova indicação ao STF e não definiu prazo para encaminhar o próximo indicado ao Senado.
“Ele escolheu o melhor, o Congresso o rejeitou. Agora, ele vai escolher alguém entre os melhores para indicar de novo, ele não abre mão”, declarou.
O ministro também classificou a rejeição de Jorge Messias como uma perda institucional e lembrou que foi a primeira vez em mais de 130 anos que o Senado rejeitou uma indicação presidencial ao STF.