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Lula repercute fake news contra Flávio Bolsonaro e é corrigido ao vivo por jornalista

Lula repercute fake news contra Flávio Bolsonaro e é corrigido ao vivo por jornalista

Por: Redação

28/09/2026 às 11:23

Imagem de Lula repercute fake news contra Flávio Bolsonaro e é corrigido ao vivo por jornalista

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, foi contestado ao vivo após repercutir a informação falsa de que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa presidencial, poderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida no domingo (27). Ao comentar a disputa pelo eleitorado religioso, Lula classificou como inaceitável uma suposta tentativa de alterar o reconhecimento da santa católica.

“Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável, não é aceitável, não dá. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida”, afirmou Lula.

Na sequência, a jornalista Adriana Araújo interrompeu o presidente para esclarecer que a informação não era verdadeira.

“Mas foi uma fake news, né, presidente?”, questionou a apresentadora. Lula respondeu: “Eu não sei se foi fake news”. cnnbrasil.com.br

Informação já havia sido desmentida

A alegação de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida já havia sido desmentida pela própria campanha do candidato e por veículos de comunicação.

A informação ganhou repercussão depois de a jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, mencionar uma suposta mobilização de setores evangélicos para retirar o título da santa. Posteriormente, a emissora reconheceu o erro e esclareceu que a declaração havia sido baseada em um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victorio Galli.

A proposta pretendia substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos Brasileiros Católicos”. O texto, entretanto, foi arquivado em 2008 e não tem relação com a candidatura de Flávio Bolsonaro.

O senador também negou qualquer intenção de retomar a proposta.

“Isso é uma grande mentira, não tem pé nem cabeça, não existe esse projeto”, afirmou Flávio. Em outra manifestação, o candidato declarou que é evangélico, mas respeita todas as religiões, e assegurou que jamais adotaria uma medida contra Nossa Senhora Aparecida.

TSE classificou conteúdo como “notoriamente inverídico”

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de publicações que apresentavam o boato como verdadeiro. Na decisão, o magistrado classificou a informação como “notoriamente inverídica” e ordenou que as plataformas digitais adotassem medidas para impedir sua disseminação.

Mendonça também fixou multa diária de R$ 50 mil por plataforma em caso de descumprimento. A ordem não alcançou publicações jornalísticas, conteúdos de checagem ou postagens destinadas a desmentir a informação falsa. Folha

Apesar dos desmentidos públicos e da decisão da Justiça Eleitoral, Lula afirmou durante a entrevista que não sabia se a informação era falsa.

Boato teve impacto na campanha

A notícia falsa ganhou espaço nas redes sociais durante a reta final da campanha presidencial e provocou reações entre eleitores católicos. Levantamento da empresa Palver apontou que 37% das mensagens analisadas trataram o boato como verdadeiro, acompanhadas de manifestações de indignação e pedidos de voto contra Flávio Bolsonaro.

Outro levantamento, realizado pelo Democracia em Xeque, indicou que perfis identificados com a esquerda foram responsáveis por aproximadamente dois de cada três conteúdos publicados sobre o assunto. O campo progressista respondeu por 66% das postagens e por 70% das interações avaliadas.

A primeira-dama Janja Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin também fizeram publicações relacionadas à proteção das tradições católicas durante a repercussão do caso.

A campanha de Flávio Bolsonaro acusa adversários ligados ao PT de explorarem eleitoralmente uma informação falsa para provocar desgaste entre os eleitores católicos. O episódio ocorre em um momento de disputa acirrada entre Lula e Flávio, que aparecem tecnicamente empatados em diferentes levantamentos sobre um eventual segundo turno.

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