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Lula resiste a aderir ao Conselho de Paz proposto por Trump em meio à crise no Irã

Lula resiste a aderir ao Conselho de Paz proposto por Trump em meio à crise no Irã

Planalto alega risco de esvaziar a ONU e questiona legitimidade de novo fórum internacional

Por: Redação

02/03/2026 às 15:26

Imagem de Lula resiste a aderir ao Conselho de Paz proposto por Trump em meio à crise no Irã

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve rejeitar a adesão do Brasil ao chamado Conselho de Paz, iniciativa articulada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para criar um novo fórum internacional de mediação de conflitos.

Segundo avaliação do Palácio do Planalto, o atual cenário geopolítico — agravado pelos ataques militares contra o Irã no último sábado (28) — inviabiliza a entrada do Brasil no colegiado.

A proposta prevê que Trump lidere o grupo com aliados estratégicos. No entanto, o governo brasileiro enxerga risco político e institucional na criação de uma estrutura paralela de negociação internacional.

 

Itamaraty vê ameaça ao multilateralismo

Integrantes do governo avaliam que a escalada militar compromete a credibilidade de qualquer novo mecanismo de pacificação fora do sistema tradicional. A posição defendida pelo Brasil é de que debates sobre segurança internacional devem ocorrer no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Diplomatas argumentam que a ONU mantém legitimidade jurídica e reconhecimento global, e que a criação de um novo conselho poderia enfraquecer a estrutura multilateral existente.

No início do ano, Lula chegou a sugerir, em conversa telefônica com Trump, que eventual conselho tivesse foco restrito à Faixa de Gaza e incluísse um assento para a Palestina. A Casa Branca não avançou nessa proposta.

 

Base legal e alcance em debate

Técnicos do Ministério das Relações Exteriores questionam a base legal do eventual colegiado e apontam ausência de mandato formal e critérios claros de atuação. Também há dúvidas sobre como o grupo lidaria com conflitos além do Oriente Médio.

Fontes do governo avaliam que a divergência não compromete o canal direto entre Lula e Trump, mas a recusa sinaliza um posicionamento estratégico da política externa brasileira, que tem reforçado o discurso em defesa do multilateralismo.

A eventual visita de Lula à Casa Branca ainda não foi confirmada oficialmente. O governo monitora os desdobramentos da crise no Irã e evita ampliar tensões diplomáticas neste momento.

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