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Relatório dos EUA diz que Brasil abriga suposta “base militar” chinesa e acende alerta geopolítico
Relatório dos EUA diz que Brasil abriga suposta “base militar” chinesa e acende alerta geopolítico
Por: Redação
02/03/2026 às 15:18

Foto: Divulgação
Um relatório produzido por um grupo do Congresso dos Estados Unidos afirma que o Brasil pode abrigar uma instalação militar chinesa “não oficial” em Salvador (BA). O documento, divulgado na quinta-feira (26), integra um relatório mais amplo sobre a presença da China na América Latina e levanta preocupações sobre a segurança regional e o papel de parcerias tecnológicas entre empresas brasileiras e chinesas.
Segundo o relatório do chamado Comitê Seleto sobre a China, a chamada Estação Terrestre de Tucano — localizada nas instalações da empresa brasileira Ayla Space em Salvador — teria sido identificada como uma base que poderia ser utilizada para monitorar objetos espaciais e até rastrear ativos militares estrangeiros em tempo real. A empresa brasileira mantém parceria com a chinesa Beijing Tianlian Space Technology, e o relatório classifica a instalação como “não oficial”, mas potencialmente estratégica.
O documento indica que a estação permitiria à China não apenas coletar e analisar dados de satélites dentro do território brasileiro, mas também estabelecer um ponto de influência estratégica em uma região considerada vital à segurança nacional dos EUA. Segundo os congressistas norte-americanos, a presença dessa estrutura poderia “influenciar a doutrina espacial militar brasileira” e oferecer à China uma presença permanente na América do Sul.
Além da instalação em Salvador, o texto também cita o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia, localizado na Serra do Urubu (Paraíba), resultado de parceria entre instituições brasileiras e chinesas para pesquisa em radioastronomia. Apesar de oficialmente descrito como um projeto científico, o relatório afirma que tecnologias espaciais podem ter uso dual — civil e militar — o que exige monitoramento atento.
O relatório dos EUA afirma que estruturas semelhantes estariam presentes em pelo menos 10 países da América do Sul, parte de uma rede de influência que Pequim teria construído por meio de investimentos em infraestrutura tecnológica e científica. O documento sugere que a estratégia chinesa inclui cooperação econômica, diplomática e militar de longo prazo em toda a região.
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