USP sediará ato crítico ao STF em Faculdade de Direito nesta segunda-feira
Por: Redação
02/03/2026 às 15:23

Foto: Divulgação
A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) será palco, nesta segunda-feira (2), de um ato político que fará críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O evento foi confirmado pela própria instituição e será organizado por professores, estudantes e grupos ligados ao campo conservador do espectro político, segundo apuração do Poder360.
A iniciativa ocorre em um ambiente de intensificação de debates sobre o papel do STF na política brasileira, especialmente após uma série de decisões judiciais que têm impactado diretamente os rumos das investigações, execuções de pena e proteção de garantias constitucionais nos últimos meses.
Organizadores do encontro afirmam que o objetivo é debater e criticar publicamente o desempenho da Corte Suprema, em particular em temas considerados por eles como “excessos jurisdicionais” e “atuação política” por alguns ministros. A mobilização se concentra em expressar insatisfação com decisões recentes, incluindo temas de grande repercussão, como execução de pena após condenação em segunda instância e medidas cautelares envolvendo figuras políticas.
Participantes divulgaram que a atividade terá palestras, debates e a apresentação de documentos que, na visão dos críticos, apontam para um “ativismo judicial” que, segundo eles, extrapolaria os limites constitucionais do tribunal.
A realização do ato em um ambiente universitário de prestígio como a USP provocou debates acalorados dentro e fora da academia. Representantes de movimentos estudantis e professores da própria universidade manifestaram posições divergentes sobre a realização do evento. Alguns defendem a liberdade de expressão e a importância de promover debates amplos sobre o sistema judiciário, enquanto outros criticam a atividade por entenderem que a universidade não deve ser espaço para atos que questionem a atuação de órgãos constitucionais de forma parcial ou partidária.
A direção da Faculdade de Direito afirmou que irá acompanhar a organização do evento para garantir a segurança e o respeito às normas internas, sem, entretanto, assumir posicionamento político sobre o conteúdo das críticas.
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