Lula tenta consolidar maioria no STF com Jorge Messias como novo indicado
Estratégia do petista visa transformar a Corte em escudo político, garantindo votos alinhados ao governo em pautas sensíveis
Por: Redação
23/10/2025 às 21:23

Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula a indicação de Jorge Messias, conhecido como “Bessias”, para substituir Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação, vista como estratégica, tem como objetivo ampliar a influência direta do Planalto sobre a Corte — que já conta com ministros aliados ou alinhados ideologicamente.
Com Messias, Lula passaria a ter quatro ministros diretamente ligados a seu grupo político: Cristiano Zanin, Flávio Dino, Dias Toffoli e o próprio Bessias.
Dos demais ministros, Edson Fachin e Cármen Lúcia compartilham afinidades ideológicas com Lula, mas não oferecem a mesma previsibilidade política. Fachin já divergiu do petismo em julgamentos criminais, e Cármen costuma ser influenciada por Gilmar Mendes.
Do outro lado do espectro ideológico, nomes como Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux representam a ala mais distante do governo — e são vistos como obstáculos a uma maioria consolidada no tribunal.
A disputa não se limita ao Planalto. Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes resistem à ideia de que Lula alcance uma maioria permanente no STF, pois isso diminuiria consideravelmente o poder de ambos na Corte.
Para frear o avanço do Planalto, os dois articulam uma candidatura alternativa: a de Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado Federal do Brasil. A ofensiva conta com apoio direto de Davi Alcolumbre, que tem interesse político direto na nomeação.
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