Lulinha foi com sócio da Fictor alvo da PF em viagem de Lula à China
Empresário que acompanhou comitiva presidencial é alvo da PF por esquema ligado a lavagem de dinheiro e facção criminosa
Por: Redação
25/03/2026 às 23:09

Foto: Rodrigo Rangel/Metrópoles
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou ao centro de uma investigação após a Polícia Federal deflagrar a Operação Fallax, que apura fraudes bancárias e esquemas de lavagem de dinheiro com possível ligação ao crime organizado.
Lulinha esteve na China ao lado de Luiz Phillippe Gomes Rubini, empresário que foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira (25). A viagem ocorreu durante uma visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático, em abril de 2024, e contou com ampla comitiva de autoridades e empresários brasileiros.
Rubini é ligado à empresa de investimentos Fictor, cujo CEO, Rafael Góis, também foi alvo da operação. Segundo informações, Góis mantinha relação próxima com Lulinha, o que teria facilitado a aproximação entre o empresário e estruturas do governo federal.
Essa relação resultou, inclusive, no convite para que Rubini integrasse o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como “Conselhão”. O governo, no entanto, nega que Lulinha tenha participado da indicação.
Reportagens apontam ainda que Lulinha teria atuado como consultor da Fictor — informação negada por ele. A Secretaria de Relações Institucionais também refutou qualquer vínculo formal do empresário com a nomeação de Rubini ao colegiado.
As investigações da Polícia Federal indicam que o grupo ligado à Fictor utilizava empresas de fachada e estruturas financeiras complexas para ocultar a origem de recursos ilícitos. Parte dessas movimentações teria conexão com o Comando Vermelho, uma das principais organizações criminosas do país.
Documentos da operação citam contatos entre executivos da empresa e Thiago Branco de Azevedo, conhecido como “Ralado”, apontado como operador de lavagem de dinheiro de um braço da facção no interior de São Paulo.
O esquema envolveria ainda a participação de funcionários de instituições financeiras, incluindo a Caixa Econômica Federal, que inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências irregulares. Os valores desviados eram posteriormente convertidos em bens de luxo e criptomoedas, estratégia comum para dificultar o rastreamento.
Até o momento, a defesa de Lulinha não se pronunciou sobre o caso. A investigação segue em andamento e pode avançar sobre novas conexões entre empresários, instituições financeiras e estruturas do crime organizado.
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