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Lulinha volta a ser alvo da PF duas décadas após investigação da CPI dos Correios

Lulinha volta a ser alvo da PF duas décadas após investigação da CPI dos Correios

Filho do presidente Lula é investigado em três inquéritos no STF relacionados ao caso das fraudes no INSS; histórico inclui apurações anteriores arquivadas sem condenação

Por: Redação

05/08/2026 às 10:15

Imagem de Lulinha volta a ser alvo da PF duas décadas após investigação da CPI dos Correios

Foto: Reprodução

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, voltou ao centro de investigações da Polícia Federal cerca de 20 anos após ter seu nome associado às apurações da CPI dos Correios. Atualmente, o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), todos ligados aos desdobramentos das investigações sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dois processos estão sob relatoria do ministro André Mendonça, enquanto o terceiro é conduzido pelo ministro Flávio Dino.

As investigações mais recentes têm como foco a relação de Lulinha com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores do esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários. A defesa de Fábio Luís nega qualquer irregularidade e afirma que sua inocência será comprovada ao longo das apurações.

O nome de Lulinha ganhou projeção nacional em 2005, quando a então Telemar investiu R$ 5 milhões na produtora Gamecorp, empresa da qual ele era sócio. O caso motivou questionamentos durante a CPI dos Correios e levou o Ministério Público Federal a abrir uma investigação. Em 2012, o procedimento foi arquivado por falta de provas.

Anos depois, Lulinha voltou a ser investigado no âmbito da Operação Lava Jato. Em 2019, a Polícia Federal chegou a solicitar sua prisão, pedido negado pela Justiça. As apurações acabaram arquivadas em 2022 após decisões do STF que reconheceram a suspeição do então juiz Sergio Moro e anularam provas utilizadas na investigação.

No atual caso envolvendo o INSS, um dos inquéritos apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas à comercialização de cannabis medicinal. Outro investiga possível interferência na Dataprev para beneficiar um empresário interessado em contratos públicos. O terceiro examina supostos vazamentos de informações sigilosas e eventual tráfico de influência. Em todos os procedimentos, a defesa sustenta que não houve ilegalidades e atribui as investigações a motivações políticas.

Em fevereiro deste ano, o STF autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís. Segundo informações encaminhadas à CPI Mista do INSS, houve movimentação financeira de aproximadamente R$ 19,5 milhões em quatro anos. Os advogados de Lulinha afirmam que os dados divulgados não apontam transferências entre ele, Roberta Luchsinger e o Careca do INSS, reforçando a versão de que não houve prática de irregularidades.

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