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Marcha para Jesus reúne Flávio, Messias e Mendonça em clima de distanciamento
Marcha para Jesus reúne Flávio, Messias e Mendonça em clima de distanciamento
Participação de senador, ministro do STF e advogado-geral da União foi marcada por pouca interação durante evento em São Paulo
Por: Redação
06/06/2026 às 08:51

Foto: Miguel Schincariol / AFP / CP
A participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (5) em São Paulo, foi marcada por um evidente distanciamento entre os três durante o evento.
Embora tenham compartilhado o mesmo trio elétrico em parte da programação, relatos de participantes e lideranças evangélicas apontam que os integrantes evitaram contatos e interações públicas ao longo do percurso. A informação é da coluna de Igor Gadelha do Metrópoles.
Segundo pessoas presentes na marcha, André Mendonça teria optado por permanecer em uma área diferente do trio quando Flávio Bolsonaro chegou ao local. O ministro do STF, indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, manteve postura discreta durante toda a participação no evento.
Jorge Messias também evitou aproximação
O advogado-geral da União, Jorge Messias, representante do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Marcha para Jesus, também teria evitado contato com o senador.
De acordo com relatos, o ministro se deslocou pelo trio de forma a não cruzar diretamente com Flávio Bolsonaro. Questionado sobre o assunto, Messias afirmou que sequer teria visto o parlamentar durante o evento.
Apesar do distanciamento em relação ao senador, testemunhas relataram que o chefe da Advocacia-Geral da União cumprimentou outras lideranças políticas presentes, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Participação foi restrita ao desfile
Outro ponto em comum entre Jorge Messias e André Mendonça foi a decisão de limitar a participação ao percurso realizado no trio elétrico.
Os dois não subiram ao palco principal montado para os discursos e apresentações que encerraram a programação da Marcha para Jesus.
Segundo interlocutores próximos aos ministros, a escolha teve como objetivo evitar interpretações de caráter político em um evento de natureza religiosa. A avaliação era de que uma participação mais destacada no palco poderia gerar questionamentos sobre eventual utilização política da manifestação.
A Marcha para Jesus reuniu milhares de pessoas na capital paulista e contou com a presença de autoridades dos três Poderes, lideranças evangélicas e representantes de diferentes correntes políticas.
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