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Médico de Bolsonaro afirma que custódia na PF é inadequada e defende prisão domiciliar

Médico de Bolsonaro afirma que custódia na PF é inadequada e defende prisão domiciliar

Cirurgião responsável por procedimento recente alerta para risco de novas quedas, limitações clínicas e fragilidade do ex-presidente após traumatismo craniano

Por: Redação

07/01/2026 às 12:31

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Foto: Reprodução/Instagram

O cirurgião Claudio Birolini, responsável pelo procedimento cirúrgico mais recente no ex-presidente Jair Bolsonaro, avaliou que a custódia na Superintendência da Polícia Federal não atende às necessidades médicas do paciente e defendeu a adoção do regime de prisão domiciliar. A avaliação foi feita em entrevista ao jornal O Globo, concedida horas antes de o Supremo Tribunal Federal autorizar a realização de exames hospitalares.

Segundo Birolini, o ambiente da PF impõe riscos relevantes ao acompanhamento clínico de Bolsonaro, sobretudo após a queda sofrida dentro da cela, episódio que resultou no registro oficial de traumatismo craniano. Para o médico, a possibilidade de novos acidentes é concreta. “As quedas são a minha maior preocupação neste momento”, afirmou.

O cirurgião destacou que fatores como idade, porte físico e o uso contínuo do aparelho CPAP — equipamento que auxilia a respiração durante o sono — ampliam a vulnerabilidade do ex-presidente. De acordo com o relato, Bolsonaro dorme em uma cama estreita e utiliza aparelhos conectados à rede elétrica, o que exige monitoramento constante e condições específicas de segurança.

Além do quadro físico, Birolini chamou atenção para aspectos emocionais e comportamentais. Ele relatou que Bolsonaro apresenta fala acelerada, alimentação apressada, dificuldade de locomoção e tendência a tropeços frequentes. Embora exames neurológicos não tenham apontado alterações estruturais, o médico afirmou que o conjunto de fatores aumenta o risco clínico. “Não dá para dizer se ele está em um lugar seguro ou inseguro. Posso afirmar que não está em um lugar adequado”, declarou.

Na avaliação pessoal do cirurgião, a situação exige mudança imediata na forma de custódia. “Diante das demandas e dos riscos atuais, o ambiente mais adequado é o domiciliar”, disse. A recomendação, no entanto, contrasta com decisões judiciais recentes.

No início de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes negou pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Bolsonaro. Na decisão, o magistrado afirmou que não estavam presentes os requisitos legais para a concessão do benefício, citando, entre outros pontos, a destruição da tornozeleira eletrônica e supostos atos concretos que indicariam risco de fuga.

Apesar da negativa inicial, Moraes autorizou posteriormente a realização de exames hospitalares. Nesta quarta-feira (7), Bolsonaro foi levado ao hospital DF Star para passar por tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma, procedimentos considerados essenciais para a avaliação do quadro neurológico após a queda.

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