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Mendonça cobra da PF andamento de quebras de sigilo em investigação sobre fraudes no INSS
Mendonça cobra da PF andamento de quebras de sigilo em investigação sobre fraudes no INSS
Ministro do STF pediu informações detalhadas sobre investigados após mudança interna na condução do inquérito da Operação Sem Desconto
Por: Redação
02/06/2026 às 10:08

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça cobrou da Polícia Federal (PF) informações atualizadas sobre o andamento das quebras de sigilo autorizadas no âmbito da Operação Sem Desconto, investigação que apura supostos descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Entre os materiais solicitados pelo magistrado está o resultado da quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Roberta é apoiadora do presidente e costuma participar de eventos ligados ao petista.
Segundo informações divulgadas, a cobrança foi feita em meados de maio, após uma mudança interna promovida pela Polícia Federal na condução do inquérito. A investigação deixou a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passou a ser conduzida pela Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq), setor especializado em casos sob análise de cortes superiores.
A alteração administrativa levou à saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação direta do caso. O policial estava à frente da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários desde junho de 2025 e acompanhava a investigação relacionada às fraudes no sistema previdenciário.
Relator do inquérito no STF, André Mendonça teria demonstrado preocupação com a mudança e relatado a interlocutores que tomou conhecimento da troca por meio de um dos advogados envolvidos no processo. Após o episódio, o ministro convocou reunião com integrantes da Polícia Federal e solicitou relatório detalhado sobre todos os alvos da operação, buscando atualização sobre o estágio das apurações.
De acordo com a Polícia Federal, a substituição do setor responsável teria ocorrido por razões “burocráticas” e com o objetivo de garantir “maior eficiência e continuidade às investigações”. A corporação sustenta que a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores possui estrutura mais adequada para conduzir um caso sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.
A Operação Sem Desconto investiga suspeitas de irregularidades relacionadas a descontos aplicados indevidamente em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, esquema que se tornou alvo de ampla apuração da Polícia Federal e do Judiciário.
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