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Mendonça defende imparcialidade no STF em meio a pressão sobre investigações do caso Master
Mendonça defende imparcialidade no STF em meio a pressão sobre investigações do caso Master
Ministro afirma que Judiciário não pode “privilegiar amigos nem perseguir inimigos” e cobra prudência em momento de desgaste institucional
Por: Redação
07/04/2026 às 07:59

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Relator de investigações sensíveis no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça afirmou que sua atuação será pautada pela imparcialidade, em meio ao avanço de apurações envolvendo o caso Banco Master e fraudes no INSS.
Durante discurso em evento na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Mendonça destacou que magistrados devem agir com equilíbrio e distanciamento, evitando qualquer tipo de favorecimento ou perseguição. “Imparcialidade é você olhar para as pessoas de modo igualitário. É considerar os interesses envolvidos de forma equânime. É não privilegiar amigos, e não perseguir inimigos”, declarou.
Sem citar diretamente os processos sob sua relatoria, o ministro fez referência indireta ao momento de pressão enfrentado pelo Judiciário, ressaltando a necessidade de preservar a credibilidade institucional. Ele também alertou para a importância de maior cautela na conduta de juízes, especialmente diante da exposição pública.
A fala ocorre em meio a questionamentos envolvendo integrantes da própria Corte. Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão sob escrutínio por supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, alvo de investigações recentes.
Nesse contexto, Mendonça tem papel central, já que é responsável por decisões relevantes nos casos — incluindo medidas como a prisão de Vorcaro e a condução de possíveis desdobramentos, como uma eventual delação premiada.
Durante o evento, o ministro recebeu o Colar da Honra ao Mérito Legislativo, em cerimônia que reuniu autoridades como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes. Ambos destacaram a importância da atuação do magistrado em processos considerados sensíveis para o país.
Em sua fala, Mendonça reforçou que juízes não estão imunes a críticas, mas devem evitar condutas que comprometam a confiança da sociedade. Segundo ele, a função exige, em determinados momentos, restrições voluntárias para preservar a integridade das decisões judiciais.
A atuação do ministro ganha ainda mais relevância diante do impacto político das investigações, que envolvem figuras de diferentes espectros ideológicos e têm potencial para influenciar o cenário institucional e eleitoral nos próximos anos.
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