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Mendonça e Fux votam para manter prisão de ex-presidente do BRB no STF

Mendonça e Fux votam para manter prisão de ex-presidente do BRB no STF

Julgamento ocorre na Segunda Turma; Toffoli se declara suspeito e não participa da análise

Por: Redação

22/04/2026 às 20:35

Imagem de Mendonça e Fux votam para manter prisão de ex-presidente do BRB no STF

Foto: Sam Barnes/Web Summit via Sportsfile via Getty Images

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para manter a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master. O voto foi acompanhado pelo ministro Luiz Fux.

A análise ocorre na Segunda Turma do STF, em julgamento virtual iniciado nesta quarta-feira (22), com previsão de conclusão até sexta-feira (24). Ainda faltam os votos dos ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes.

Relator do caso, Mendonça reiterou os fundamentos da decisão que determinou a prisão durante a Operação Compliance. Segundo o ministro, as investigações apontam “a existência de uma engrenagem ilícita, concebida para viabilizar a fabricação, a venda e a cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, com expressivo impacto patrimonial e institucional”.

Ainda conforme o voto, o envolvimento do ex-presidente do BRB “não se limita a uma negligência administrativa ou deficiência de governança, mas alcança, em tese, a adesão consciente ao arranjo criminoso”.

De acordo com as investigações, operações suspeitas podem ter movimentado cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas irregulares. Há também indícios de que o ex-dirigente teria recebido imóveis de alto padrão, avaliados em aproximadamente R$ 140 milhões, como vantagem indevida para viabilizar transações envolvendo o Banco Master.

No mesmo processo, também foi preso o advogado Daniel Monteiro, apontado como intermediário nas negociações. Ambos são investigados por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, infrações financeiras e participação em organização criminosa.

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para atuar no caso e não participa do julgamento.

A decisão final dependerá da maioria dos votos da Segunda Turma do STF.

 

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