Início
/
Notícias
/
Brasil
/
Michelle Bolsonaro acusa Moraes e Gonet de negligência após demora para autorizar atendimento médico ao ex-presidente
Michelle Bolsonaro acusa Moraes e Gonet de negligência após demora para autorizar atendimento médico ao ex-presidente
Ex-primeira-dama afirma que Bolsonaro foi “negligenciado e torturado” após queda na cela da PF; STF liberou transferência ao hospital apenas no dia seguinte
Por: Redação
07/01/2026 às 13:53

Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusou nesta terça-feira (6) o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República Paulo Gonet de responsabilidade direta pelo agravamento do estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, após a negativa inicial para sua transferência ao hospital. “Mais uma vez vai ter sangue nas mãos do excelentíssimo ministro e do procurador-geral”, afirmou.
As declarações foram dadas a jornalistas após Bolsonaro sofrer uma queda dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, na madrugada de terça-feira. Segundo Michelle, o ex-presidente permaneceu em um ambiente inadequado, com acesso restrito e cuidados médicos insuficientes, mesmo diante de sinais claros de agravamento clínico.
“Ele está sendo negligenciado e torturado. Fica em um quarto trancado, que só pode ser aberto quando ele precisa tomar medicação”, afirmou. A família sustenta que Bolsonaro necessita de acompanhamento médico contínuo e de uma estrutura que não é oferecida no regime atual de custódia.
A ex-primeira-dama relatou que tentou visitar o marido no horário oficial, entre 9h e 9h30, mas só teve acesso por volta das 10h. Nesse intervalo, segundo ela, Bolsonaro recebia os primeiros atendimentos após a queda. Michelle disse que o ex-presidente não se recorda do momento do acidente, nem sabe por quanto tempo permaneceu desacordado. Ele apresentava hematoma no rosto e sangramento no pé.
Michelle também afirmou que todos os direitos do ex-presidente foram violados. De acordo com seu relato, um delegado da Polícia Federal chegou a autorizar a remoção imediata ao hospital e acionou reforço da Polícia Militar para escolta. No entanto, no momento da saída, a equipe foi informada de que a transferência só ocorreria após a defesa apresentar uma petição considerada “detalhada e periciada”.
A referência a “mais uma vez” feita por Michelle remete ao caso de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu em novembro de 2023 após passar mal no Complexo Penitenciário da Papuda. O episódio se tornou símbolo entre aliados de Bolsonaro, que acusam o STF de omissão em casos envolvendo presos do 8 de Janeiro.
Parlamentares da base conservadora frequentemente citam o caso. Em março de 2025, o deputado Nikolas Ferreira afirmou que o Supremo “roubou” Clezão de sua família.
Somente nesta quarta-feira (7), após a repercussão do caso e novos relatórios médicos, Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Jair Bolsonaro para o Hospital DF Star, onde ele passou a realizar exames de imagem e avaliações neurológicas.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




