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Ministro do STF processa servidor de 66 anos por críticas em grupo de WhatsApp
Ministro do STF processa servidor de 66 anos por críticas em grupo de WhatsApp
Flávio Dino pede R$ 30 mil de indenização após comentário crítico à sua atuação no governo Lula
Por: Redação
16/09/2025 às 12:41

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino ajuizou ação por crime contra a honra contra um servidor público de 66 anos, após críticas feitas em um grupo de WhatsApp de um condomínio em Niterói (RJ). O processo, iniciado em abril, pede indenização de R$ 30 mil por danos morais.
Em maio de 2023, uma integrante do grupo compartilhou um link noticiando a visita de Dino – então ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Lula – à cidade. O servidor respondeu criticando o ministro: “Ministro que visita e se associa ao crime organizado e quer o povo desarmado. (...) Fala sério, tô fora. Fora ptralhas vagabundos”.
O comentário fazia referência à visita de Dino ao Complexo da Maré, região controlada pelo Comando Vermelho, e à sua política de restrição da posse de armas de fogo para civis. A publicação, no entanto, acabou sendo denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) por outro membro do grupo.
Após investigação, a Polícia Federal, subordinada à pasta chefiada por Dino à época, indiciou o servidor por crime contra a honra. Em maio de 2024, o MPF propôs um acordo que encerrou a ação penal mediante o pagamento de um salário mínimo.
Este ano, já no STF, Dino decidiu mover ação civil contra o servidor. A defesa do ministro argumenta que o caso demonstra um “claro desvirtuamento criminoso do exercício da liberdade de expressão”, justificando medidas tanto penais quanto civis para reparar os danos alegadamente causados.
O episódio levanta questionamentos sobre limites da liberdade de expressão e possíveis excessos do poder público ao responder críticas políticas de cidadãos comuns.
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