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Moraes inclui inquérito que indiciou Allan dos Santos por difamação, injúria, desobediência e incitação ao crime
Moraes inclui inquérito que indiciou Allan dos Santos por difamação, injúria, desobediência e incitação ao crime
STF apensa caso de difamação de Allan dos Santos a novo inquérito que apura intimidações contra policiais federais
Por: Redação
18/09/2025 às 08:36

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu apensar (juntar) a investigação que acusou o jornalista Allan dos Santos por difamação, injúria, desobediência e incitação ao crime a um outro processo em que são apuradas supostas intimidações contra agentes da Polícia Federal.
Revista Oeste
Segundo Moraes, as duas apurações “são complementares”. A decisão visa permitir “distinguir com maior exatidão as circunstâncias delituosas, eventualmente expor responsabilidades, desvelar o envolvimento de terceiros agentes, delimitar as condutas potencialmente ilícitas e, acaso, descortinar a prática de outras infrações penais correlacionadas”.
Um relatório da Polícia Federal indica que Allan dos Santos teria divulgado mensagens falsas envolvendo a comentarista Juliana Dal Piva, da GloboNews, além de “ofendê-la” com expressões grosseiras.
O documento aponta que ele teria criado perfis alternativos em redes sociais para burlar bloqueios judiciais.
Também se apura se suas postagens tinham o objetivo de incitar ataques contra instituições.
O apensamento sugere que o STF pretende reforçar a abrangência da investigação sobre Allan dos Santos, ampliando o espectro de análise desde injúrias até possíveis alterações no contexto institucional de segurança pública. Para aliados de Allan, trata-se de ação política com impacto sobre sua atuação digital e liberdade de expressão. Críticos da decisão veem risco de que acusações sejam usadas para perseguir vozes dissidentes.
Até o momento, as acusações contra Allan não resultaram em condenação. Ele já se defendeu argumentando que suas publicações se inserem no direito à crítica. Além disso, o sigilo de parte dos autos e os prazos de investigação têm sido apontados por seus apoiadores como complicadores para garantir transparência.
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