MST terá cota exclusiva em curso de Medicina da UFPE
Edital cria 80 vagas restritas a beneficiários da reforma agrária e ignora critérios do Enem e Sisu
Por: Redação
25/09/2025 às 22:11

Foto: MST/Mykesio Max
A abertura do primeiro curso de Medicina vinculado ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), em Pernambuco, gerou forte reação de entidades médicas e parlamentares.
O edital da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) reserva 80 vagas em Caruaru exclusivamente para beneficiários do Pronera — entre eles assentados ligados ao MST, quilombolas e educadores do programa.
Em nota conjunta, Cremepe, Simepe, Ampe e Academia Pernambucana de Medicina repudiaram o formato do processo seletivo, que não adota Enem nem Sisu, mas sim critérios próprios, como redação sobre a realidade do campo e histórico escolar. Para as entidades, trata-se de uma medida que “afronta os princípios da isonomia e do acesso universal”, além de comprometer a credibilidade da formação médica.
Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado Coronel Alberto Feitosa (PL) classificou os critérios como “arbitrários e feitos para favorecer o MST”, reforçando a crítica de que o governo usa a máquina pública para atender interesses ideológicos.
Já parlamentares de esquerda defenderam a iniciativa, alegando inclusão social. Para a deputada Dani Portela (PSOL), a resistência ao projeto se deve ao incômodo de parte da “elite” com a presença de pobres na universidade.
Apesar da narrativa governista, a polêmica mostra a tentativa do PT de instrumentalizar a educação médica para beneficiar movimentos políticos aliados, em vez de garantir mérito e igualdade de oportunidades para todos os estudantes brasileiros.
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