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NÃO SERÁ ADIADO: EUA confirmam tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto

NÃO SERÁ ADIADO: EUA confirmam tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto

Secretário de Comércio descarta prorrogação e cobra postura diplomática do Brasil

Por: Redação

27/07/2025 às 23:00

O Secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick

Foto: Al Drago/Bloomberg

O Secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou neste domingo (27) que não haverá prorrogação para o início das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, previstas para entrar em vigor na próxima sexta-feira, 1º de agosto. A medida é uma das mais duras já impostas por Washington contra o Brasil em décadas recentes e representa um revés para a diplomacia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Nada de prorrogações, nem mais período de carência. Em 1º de agosto, as tarifas estão definidas. Elas entrarão em vigor. A alfândega começará a recolher o dinheiro e pronto, seguimos em frente”, declarou Lutnick, afastando qualquer expectativa de recuo por parte da Casa Branca.

A resposta do governo norte-americano frustra a tentativa do Itamaraty de adiar a medida em até 90 dias. Apesar de reiterar que Donald Trump está aberto ao diálogo, Lutnick foi categórico ao dizer que a negociação ocorrerá após o início da cobrança. “Se vão conseguir agradá-lo, já é outra questão. Mas o presidente está definitivamente disposto a negociar e conversar com as grandes economias, com certeza”, disse.

 

Falta de articulação e isolamento diplomático
Enquanto países afetados por medidas similares têm buscado alternativas diplomáticas firmes e bilaterais, o governo brasileiro adotou uma postura hesitante. Até o momento, Lula limitou-se a críticas públicas a Trump e à retórica agressiva de seu governo, sem promover uma ação diplomática de peso. Em vez de despachar ministros de Estado ou acionar canais de diálogo direto, Brasília enviou uma comitiva de oito senadores — sem resultados concretos.

Nos bastidores, interlocutores do Itamaraty reconhecem que há pouca disposição do governo Lula em dialogar diretamente com Trump, seja por divergências políticas, seja por estratégia eleitoral. A decisão, porém, pode ter efeitos colaterais econômicos significativos, sobretudo sobre o setor agroindustrial brasileiro, um dos mais afetados pela nova política tarifária.

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