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Nikolas Ferreira sugere impeachment de Alcolumbre após negativa de pautar pedido contra Moraes
Nikolas Ferreira sugere impeachment de Alcolumbre após negativa de pautar pedido contra Moraes
Parlamentares de oposição pressionam o Senado a avançar com impeachment de ministro do STF e veem resistência como tentativa de blindagem institucional
Por: Redação
08/08/2025 às 08:58

Foto: Zeca Ribeiro
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sugeriu o impeachment do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após este se recusar a pautar o pedido de afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nas redes sociais, Nikolas reagiu a uma declaração de Alcolumbre — que afirmou que "nem com 81 assinaturas" colocaria o pedido em votação — com uma provocação direta:
“Então serão dois impeachments.”
A declaração foi publicada em meio à crescente mobilização de parlamentares da oposição, que ocuparam os plenários da Câmara e do Senado entre os dias 5 e 6 de agosto para pressionar pela análise do pedido de impeachment de Moraes, além da votação de outros projetos de interesse da direita, como a anistia aos presos do 8 de janeiro.
Oposição denuncia paralisia institucional e proteção ao STF
Para os parlamentares que assinaram o requerimento de impeachment de Moraes — que ultrapassou as 41 assinaturas mínimas exigidas para protocolar — a postura de Alcolumbre representa uma ruptura do equilíbrio entre os Poderes. A negativa de sequer abrir discussão no plenário tem sido vista como uma tentativa de blindar ministros do Supremo, independentemente da pressão popular ou do apoio entre senadores.
Além disso, há críticas de que decisões recentes do STF — como a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada por Moraes — têm ultrapassado os limites do Judiciário, invadindo a seara política sem a devida responsabilização.
Clima de tensão institucional aumenta
O movimento da oposição não se limita ao caso de Moraes. Parlamentares também cobram que a Câmara vote a proposta que anistia os réus dos atos de 8 de janeiro, cuja tramitação foi travada pela base do governo e pela presidência da Casa.
Apesar da mobilização, a resistência de Alcolumbre tem sido apontada como o principal obstáculo para qualquer avanço. Para senadores mais alinhados à direita, a recusa em pautar pedidos legítimos do Parlamento representa um desvio da função do presidente do Senado, que deveria apenas garantir o trâmite legal das propostas — não decidir sozinho o que pode ou não ser votado.
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