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Novo ministro da Justiça sinaliza ampla reformulação e planeja trocar quase metade do primeiro escalão
Novo ministro da Justiça sinaliza ampla reformulação e planeja trocar quase metade do primeiro escalão
Wellington César Lima deve substituir ao menos quatro dos nove secretários da pasta e inicia gestão com mudanças herdadas do governo Lula
Por: Redação
20/01/2026 às 12:05

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Recém-empossado no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ministro Wellington César Lima avisou a interlocutores que pretende promover uma reformulação profunda no primeiro escalão da pasta. A expectativa é de que ao menos quatro dos nove secretários atualmente em funções estratégicas sejam substituídos nas próximas semanas.
Logo após a posse de Wellington, ocorrida na semana passada, o então secretário-executivo do ministério na gestão de Ricardo Lewandowski, Manoel Carlos de Almeida Neto, pediu exoneração do cargo. A saída do número dois da pasta marcou o início das mudanças e reforçou a disposição do novo ministro em imprimir sua própria marca à frente do ministério.
Além da vaga já aberta, Wellington deve nomear novos titulares para a Secretaria Nacional de Segurança Pública e para a Secretaria de Assuntos Legislativos, atualmente ocupadas por Mário Sarrubbo e Marivaldo Pereira, respectivamente. Ambos já sinalizaram ao ministro a intenção de deixar os cargos.
No caso de Sarrubbo, a permanência deve ser temporária. Segundo apuração, ele se comprometeu a seguir no posto apenas até que Wellington defina o nome do novo secretário de Segurança Pública. Já Marivaldo Pereira, que planeja disputar as eleições de 2026, inicialmente previa deixar o cargo apenas em abril, mas interlocutores avaliam que sua saída pode ser antecipada diante do processo de reorganização da pasta.
Apesar da exoneração formal, Manoel Carlos de Almeida Neto segue auxiliando Wellington César Lima no período de transição. De acordo com aliados, o ex-secretário-executivo tem colaborado para garantir continuidade administrativa enquanto o novo ministro estrutura sua equipe.
As mudanças indicam que o Ministério da Justiça deve passar por uma reorientação política e administrativa, em meio a cobranças crescentes por resultados na área de segurança pública e críticas ao desempenho da pasta sob o atual governo.
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