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Nunes Marques nomeia namorada de Toffoli para nova diretoria do TSE

Nunes Marques nomeia namorada de Toffoli para nova diretoria do TSE

Juíza, que tem trajetória no Judiciário e passagem pelo CNJ, assumirá área responsável por relações internacionais e promoção do sistema eleitoral brasileiro

Por: Redação

30/05/2026 às 09:06

Imagem de Nunes Marques nomeia namorada de Toffoli para nova diretoria do TSE

Foto: Reprodução

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para comandar a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte. A magistrada é ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e mantém relacionamento com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que também integra o TSE. A nomeação foi oficializada por portaria publicada nesta semana.

Antes da nomeação, Renata Gil atuava como assessora da presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), sob gestão do desembargador Ricardo Couto, atual governador interino do estado. A criação da nova diretoria ocorreu após reestruturação administrativa aprovada pelo TSE, que extinguiu a antiga Assessoria de Assuntos Internacionais da Secretaria-Geral da Presidência e instituiu um setor específico para atuação internacional da Corte.

Nas redes sociais, Renata afirmou ter recebido o convite de Nunes Marques com “honra e responsabilidade” e declarou que a Justiça Eleitoral funciona como instrumento de projeção institucional do país perante outras democracias. “A missão também reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão”, escreveu a magistrada. “Mulheres devem ser reconhecidas por sua competência, trajetória e pelo trabalho que constroem todos os dias.”

No novo cargo, a juíza ficará responsável por representar o Tribunal Superior Eleitoral em fóruns e missões internacionais, além de participar de agendas voltadas à divulgação do sistema eletrônico de votação brasileiro e do acompanhamento de observadores internacionais durante eleições realizadas no país.

Renata Gil ingressou na magistratura em 1998 e acumulou funções ligadas ao Judiciário nacional. No CNJ, onde atuou até 2025, exerceu cargos como ouvidora nacional da mulher e supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Também presidiu o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Judiciário.

Em 2019, a magistrada tornou-se a primeira mulher eleita presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Ela também fundou o Instituto Nós por Elas, organização voltada a iniciativas de enfrentamento à violência contra mulheres e ações ligadas à igualdade de gênero.

A nomeação ocorre em meio a discussões sobre ocupação de cargos estratégicos no sistema de Justiça e amplia a presença de magistrados com atuação institucional no TSE em áreas voltadas à interlocução internacional e à defesa do modelo eleitoral brasileiro no exterior.

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