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Oposição critica governo Lula por não incluir vacina contra herpes-zóster no SUS

Oposição critica governo Lula por não incluir vacina contra herpes-zóster no SUS

Ministério da Saúde alega alto custo do imunizante, enquanto parlamentares acusam Planalto de inversão de prioridades e descaso com idosos e grupos vulneráveis

Por: Redação

19/01/2026 às 21:50

Imagem de Oposição critica governo Lula por não incluir vacina contra herpes-zóster no SUS

Foto: Ricardo Stuckert

A decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva de não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra o herpes-zóster provocou reação imediata da oposição no Congresso Nacional. A negativa foi formalizada em portaria do Ministério da Saúde, comandado pelo ministro Alexandre Padilha, publicada no Diário Oficial da União.

Segundo o governo, a principal justificativa para a exclusão do imunizante do calendário do SUS é o alto custo da vacina, apesar de estudos indicarem eficácia superior a 90% na prevenção da doença. O herpes-zóster, conhecido como “cobreiro”, afeta principalmente idosos e pessoas imunocomprometidas, podendo causar dores crônicas, internações prolongadas e complicações graves.

Parlamentares contrários ao Planalto classificaram a decisão como um descompasso entre discurso social e prática administrativa. Para a oposição, a recusa em oferecer gratuitamente uma vacina considerada eficaz revela priorização inadequada dos recursos públicos.

O deputado Sanderson afirmou que, enquanto o governo “torra recursos públicos com viagens internacionais e despesas consideradas supérfluas”, idosos permanecem sem acesso à vacina, disponível apenas na rede privada por valores elevados.

Na mesma linha, o deputado Rodrigo Valadares avaliou que a medida reforça a percepção de que o governo privilegia gastos políticos e administrativos em detrimento da prevenção em saúde.

Já o deputado Rodolfo Nogueira classificou a decisão como uma clara “inversão de prioridades”, afirmando que o governo demonstra disposição para gastos considerados não essenciais, mas alega falta de recursos quando o tema envolve saúde pública.

Para o deputado Capitão Alberto Neto, negar a vacina significa empurrar idosos para a dor, para internações e para custos ainda maiores no futuro. “Isso não é economia, é irresponsabilidade”, disse.

O deputado Coronel Tadeu também criticou a decisão e afirmou que a falta de investimento em prevenção amplia o sofrimento da população que depende exclusivamente do SUS.

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