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Perícia aponta tentativa de incriminar Filipe Martins com dados adulterados em sistema dos EUA
Perícia aponta tentativa de incriminar Filipe Martins com dados adulterados em sistema dos EUA
Laudo técnico sugere manipulação de registros em banco de dados estrangeiro para associar ex-assessor de Bolsonaro a suposta trama golpista
Por: Redação
17/07/2025 às 23:28

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Um laudo pericial obtido pela defesa de Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência da República no governo Bolsonaro, aponta para indícios de que informações constantes em um sistema de dados dos Estados Unidos foram adulteradas com o objetivo de incriminá-lo. A análise, realizada por perito contratado pela defesa, levanta suspeitas sobre a integridade das provas utilizadas para associá-lo à chamada “trama golpista” de 8 de janeiro de 2023.
Segundo o parecer, os metadados e logs de acesso de registros atribuídos a Martins apresentam inconsistências que sugerem inserções artificiais posteriores. O documento técnico afirma que há fortes evidências de que o nome do ex-assessor foi vinculado a dados de maneira irregular, sem respaldo em provas materiais ou contexto lógico dos fatos.
A perícia deve ser apresentada como parte da estratégia jurídica da defesa para contestar a inclusão de Martins no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF), que apura a suposta tentativa de golpe.
“As inconsistências revelam possível manipulação com o fim específico de construção narrativa contra meu cliente”, afirmou o advogado de Martins, que prefere manter em sigilo o nome do perito por razões de segurança.
Críticas à politização do Judiciário
A revelação reacende críticas de juristas e parlamentares da oposição à condução das investigações pelo Judiciário. Para aliados de Martins, o episódio reforça a tese de que há perseguição política contra membros do antigo governo, baseada em provas frágeis e documentos questionáveis.
“É mais um caso onde a narrativa vem antes da evidência”, disse um deputado da base conservadora que acompanha o caso.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo ainda não comentaram o conteúdo da perícia.
O caso adiciona mais um capítulo à crescente preocupação com o uso de sistemas internacionais de vigilância e cooperação jurídica como ferramenta de embate político interno. Para juristas independentes, a confirmação da adulteração pode colocar em xeque não apenas o processo contra Martins, mas a credibilidade de uma parcela relevante das investigações em curso.
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