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Peritos contestam argumento de Moraes sobre mensagens com Daniel Vorcaro

Peritos contestam argumento de Moraes sobre mensagens com Daniel Vorcaro

Especialistas afirmam que organização de arquivos usada pela PF não permite identificar destinatário de mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro

Por: Redação

09/03/2026 às 08:23

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Foto: Divulgação

Especialistas em perícia digital contestaram o argumento apresentado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para negar que tenha trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro no dia da primeira prisão do empresário, em novembro do ano passado.

A controvérsia surgiu após reportagem revelar que Vorcaro teria enviado mensagens ao ministro por meio do WhatsApp utilizando o recurso de visualização única — modalidade em que o conteúdo desaparece após ser aberto. De acordo com a apuração, essas mensagens foram registradas por meio de anotações feitas pelo próprio banqueiro no bloco de notas de seu celular, arquivos que permaneceram armazenados no aparelho e foram posteriormente recuperados pela Polícia Federal.

Em nota divulgada à imprensa, Moraes afirmou que os prints dessas mensagens estavam “vinculados a pastas de outras pessoas” dentro do material extraído do celular de Vorcaro. Segundo o ministro, isso indicaria que os registros não teriam sido enviados ao seu número de telefone.

O ministro também declarou que a mensagem e o contato correspondente estariam na mesma pasta do computador utilizado para gerar os prints, o que, segundo ele, demonstraria que o material não estava relacionado ao seu contato.

No entanto, especialistas ouvidos sobre o caso afirmam que essa interpretação não corresponde ao funcionamento do sistema utilizado para análise de evidências digitais.

De acordo com peritos em análise forense de dispositivos eletrônicos, a organização dos arquivos nas pastas não indica automaticamente o destinatário de uma mensagem. A estrutura observada seria resultado do padrão técnico utilizado pelo software empregado pela Polícia Federal para processar dados extraídos de celulares.

Para esse tipo de análise, a corporação utiliza o programa IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), ferramenta desenvolvida para catalogar e preservar provas digitais. O sistema reorganiza os arquivos de acordo com critérios técnicos relacionados à preservação da cadeia de custódia das evidências, e não necessariamente de acordo com a estrutura original das conversas no aplicativo.

Assim, segundo os especialistas, o fato de prints de mensagens e contatos aparecerem agrupados na mesma pasta não comprova quem seria o destinatário do conteúdo no WhatsApp.

A Polícia Federal afirmou que o material foi compartilhado com a Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS por determinação do Supremo Tribunal Federal e destacou que não realiza qualquer edição, seleção ou manipulação das conversas extraídas de aparelhos apreendidos.

A discussão ocorre em meio às investigações relacionadas ao Banco Master, cujo fundador, Daniel Vorcaro, permanece preso após nova fase da Operação Compliance Zero. O caso tem revelado mensagens, documentos e possíveis conexões entre o empresário e diferentes figuras do meio político e institucional.

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