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PF adia depoimentos de investigados em apuração sobre negócios do Banco Master com o BRB

PF adia depoimentos de investigados em apuração sobre negócios do Banco Master com o BRB

Defesas alegam falta de acesso integral aos autos; inquérito tramita sob sigilo no STF e envolve suspeitas bilionárias

Por: Redação

28/01/2026 às 10:01

Imagem de PF adia depoimentos de investigados em apuração sobre negócios do Banco Master com o BRB

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Polícia Federal adiou os depoimentos de três investigados no inquérito que apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo operações do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB). A decisão foi tomada após as defesas afirmarem não ter acesso completo ao conteúdo da investigação, o que inviabilizaria as oitivas neste momento.

Estavam previstos os depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente do BRB; Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição. Apenas Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Master, prestou depoimento na data agendada, segundo informações confirmadas por sua defesa.

De acordo com o advogado Augusto de Arruda Botelho, Bull respondeu a todos os questionamentos formulados pela autoridade policial, pelo Ministério Público e pelo juiz-instrutor que acompanha o caso no Supremo Tribunal Federal.

A investigação mira suspeitas de irregularidades na tentativa de venda do Banco Master ao BRB e na negociação de carteiras de crédito supostamente sem lastro, que somariam R$ 12,2 bilhões. As apurações integram a Operação Compliance Zero, que acabou ampliada para outros possíveis crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master, e a pessoas ligadas ao grupo — incluindo a prisão de um familiar na segunda fase da operação.

O caso tramita sob sigilo no STF, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

A condução do processo no Supremo tem sido alvo de questionamentos após reportagens indicarem vínculos de familiares do relator com fundos ligados ao Banco Master e registros de encontros e viagens envolvendo pessoas relacionadas ao inquérito. O ministro e a Corte têm negado irregularidades e mantido as decisões sob reserva.

A Polícia Federal informou que uma nova data para os depoimentos será marcada após a regularização do acesso das defesas aos autos.

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