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PF aponta múltiplos planos de fuga e reforça suspeita contra Daniel Vorcaro no caso Banco Master
PF aponta múltiplos planos de fuga e reforça suspeita contra Daniel Vorcaro no caso Banco Master
Investigadores identificaram ao menos três rotas aéreas diferentes antes da prisão do fundador do banco; defesa sustenta viagem comercial, mas não explica diversidade de planos
Por: Redação
14/01/2026 às 20:47

Foto: Divulgação/Master
A Polícia Federal apurou que Daniel Vorcaro, fundador e controlador do Banco Master, havia registrado pelo menos três planos de voo distintos antes de ser preso, na noite de 17 de novembro de 2025, quando se preparava para deixar o Brasil. Para investigadores, a multiplicidade de rotas reforça a suspeita de tentativa de fuga, em meio ao avanço das apurações sobre fraudes no sistema financeiro.
Vorcaro foi detido quando embarcava em um jato particular com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. À época, sua defesa alegou que a viagem teria como objetivo concluir a venda do Banco Master a investidores estrangeiros, em negociação anunciada com o Grupo Fictor. No entanto, segundo relatos de integrantes da PF, as informações sobre os diferentes planos de voo enfraquecem essa versão e passaram a integrar o inquérito em curso.
Antes da prisão, Vorcaro já vinha sendo monitorado pela Polícia Federal, que identificou indícios do uso de helicóptero para dificultar eventual rastreamento. Investigadores também apontam que o banqueiro teria acelerado a simulação da venda do banco após sinais de que medidas mais duras estavam prestes a ser adotadas pelas autoridades, criando uma justificativa formal para sair do país.
Um dos planos de voo indicava Malta como destino inicial, apontado como parada técnica antes dos Emirados Árabes Unidos. Para a PF, a escolha de rotas alternativas e a existência de mais de um plano reforçam o entendimento de que havia preparação para evasão, e não apenas uma viagem comercial pontual.
A defesa de Vorcaro classificou as suspeitas como especulativas e reiterou que ele buscava “soluções de mercado hígidas” para o conglomerado, afirmando ainda que manteve o Banco Central informado sobre tratativas para a venda do Master. Os advogados, contudo, não responderam diretamente aos questionamentos sobre a existência de múltiplos planos de voo.
Outro ponto sensível da investigação é a suspeita de vazamento de informações. Segundo apuração citada no inquérito, a ordem de prisão foi assinada na tarde do próprio dia 17, o mesmo em que veio a público o anúncio da intenção de compra do banco pela Fictor. Para investigadores, tanto a decisão de liquidação do Banco Master quanto a ordem judicial podem ter sido antecipadas a pessoas próximas, permitindo a tentativa de saída do país.
Autoridades que acompanham o caso também levantaram dúvidas sobre a capacidade financeira da Fictor para concluir a aquisição do banco, após a empresa reconhecer dificuldades de liquidez em comunicado divulgado dias depois.
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