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PF aponta uso de imóveis, fazendas e aeronaves em suposto esquema de lavagem ligado a Weverton Rocha

PF aponta uso de imóveis, fazendas e aeronaves em suposto esquema de lavagem ligado a Weverton Rocha

Investigação sobre fraudes no INSS cita movimentações financeiras, compra de bens em nome de terceiros e transporte de dinheiro em espécie; senador nega irregularidades

Por: Redação

06/08/2026 às 08:49

Imagem de PF aponta uso de imóveis, fazendas e aeronaves em suposto esquema de lavagem ligado a Weverton Rocha

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A Polícia Federal investiga o senador Weverton Rocha (PDT-MA) por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro relacionado às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a investigação, a estrutura utilizada para ocultar recursos incluiria imóveis, postos de combustíveis, fazendas, aeronaves e empresas.

Na mais recente fase da apuração, familiares e supostos sócios do parlamentar foram alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação reúne dados extraídos do celular do senador e informações obtidas na Operação Sem Desconto.

De acordo com a Polícia Federal, o advogado Willer Tomaz seria responsável pela coordenação do núcleo central da estrutura investigada, fornecendo suporte financeiro, patrimonial e logístico para ocultar a origem e o destino dos recursos.

Entre os bens analisados pelos investigadores está uma mansão localizada no Lago Sul, em Brasília. A PF sustenta que o imóvel foi negociado por Weverton Rocha, mas adquirido formalmente por uma empresa ligada a Willer Tomaz pelo valor de R$ 6 milhões. A corporação apura se a operação beneficiou o senador.

As investigações também alcançam postos de combustíveis administrados por uma familiar de Weverton Rocha. Segundo a PF, recursos movimentados pelos estabelecimentos teriam sido utilizados na compra de fazendas e máquinas agrícolas, apesar de registros de dificuldades financeiras. A polícia ainda analisa contratos de empréstimos firmados após a entrada de valores considerados suspeitos.

Outro ponto da investigação trata de uma suposta rota aérea entre Brasília e o Maranhão para o transporte de dinheiro em espécie. Conforme a decisão judicial, planilhas apreendidas indicariam movimentações superiores a R$ 1 milhão por voo, incluindo registros de entregas de até R$ 1,5 milhão. A PF também afirma que empresas de comunicação ligadas à família do senador participaram da movimentação de recursos investigados.

Em nota, Weverton Rocha negou qualquer irregularidade, afirmou que seu patrimônio e o de seus familiares têm origem lícita e atribuiu a investigação a interesses políticos. Já Willer Tomaz declarou que não é investigado na Operação Sem Desconto, sustentando que o empréstimo de uma aeronave ao senador ocorreu por razões pessoais e que todas as operações realizadas por suas empresas foram legais e devidamente registradas.

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