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PF avança em investigação sobre ex-nora de Lula e apura desvios milionários na Educação
PF avança em investigação sobre ex-nora de Lula e apura desvios milionários na Educação
Nova fase da Operação Coffee Break mira suposto esquema de corrupção em licitações de materiais didáticos no interior de São Paulo
Por: Redação
15/01/2026 às 17:12

Foto: Reprodução/Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a terceira fase da Operação Coffee Break, que investiga suspeitas de corrupção e desvio de recursos públicos na área da Educação. A ação tem como um dos focos Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a PF, a operação busca aprofundar apurações sobre fraudes em licitações para fornecimento de materiais didáticos em prefeituras do interior paulista. Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em São Paulo, além de medidas de constrição patrimonial contra investigados. De acordo com os investigadores, o esquema estaria em funcionamento desde pelo menos 2021.
Relatório parcial da investigação aponta a atuação de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos, lobistas, doleiros e empresários, com ramificações em diferentes municípios. O grupo é suspeito de direcionar licitações, superfaturar contratos e desviar recursos federais destinados à compra de livros e kits escolares.
A PF afirma que verbas do Ministério da Educação teriam sido desviadas por meio de contratos firmados com a empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu cerca de R$ 70 milhões para fornecer materiais didáticos a três prefeituras. O empresário André Gonçalves Mariano, apontado como pivô do esquema, teria pago propinas para garantir vantagens em licitações.
Papel da ex-nora de Lula
De acordo com a investigação, Carla Ariane Trindade teria sido contratada para atuar como intermediária em Brasília, com o objetivo de facilitar a liberação de recursos do FNDE para a empresa investigada. Em documentos apreendidos, o nome dela aparece com o apelido “Nora”, em referência ao vínculo familiar com o presidente da República.
Carla foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia. A PF também cita nas apurações o nome de Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva na empresa Gamecorp.
Na fase anterior da Coffee Break, em novembro, seis pessoas foram presas, incluindo o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB). Os crimes investigados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação ilegal e organização criminosa.
A nova ofensiva da Polícia Federal amplia o cerco sobre o esquema e reforça o foco das investigações em contratos públicos na área da Educação, um dos setores mais sensíveis da administração pública.
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