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PF confirma viagem de luxo de Lulinha com empresário ligado ao escândalo do INSS
PF confirma viagem de luxo de Lulinha com empresário ligado ao escândalo do INSS
Documentos oficiais mostram que filho de Lula voou em 1ª classe para Lisboa ao lado do “Careca do INSS”; oposição questiona saída repentina do país
Por: Redação
17/12/2025 às 09:13

Foto: Divulgação
A Polícia Federal reuniu documentação que comprova uma viagem internacional de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois embarcaram em primeira classe no voo Latam JJ–8148, que partiu de Guarulhos (GRU) com destino a Lisboa (LIS), no dia 8 de novembro do ano passado.
Os registros obtidos pela PF são detalhados e incluem até os assentos ocupados pelos passageiros. O Careca do INSS viajou no assento 3A, enquanto Lulinha ocupou o 6J — ambos na janela e na primeira classe, categoria que oferece serviço premium, poltronas que reclinam 180 graus e carta de vinhos selecionados, com rótulos que chegam a R$ 800. O custo estimado da passagem varia entre R$ 14 mil e R$ 25 mil.
A informação sobre a viagem foi inicialmente revelada em depoimento de Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS. A lista oficial de passageiros do voo confirma o relato, contrariando a tentativa da base governista na CPMI do INSS, que no início do mês conseguiu barrar a requisição formal desses dados à Latam. A PF, no entanto, obteve a documentação por meios próprios.
No depoimento, Edson Claro afirmou que essa não teria sido a única viagem feita por Lulinha com o Careca do INSS — e que todas teriam sido custeadas pelo empresário. O ex-funcionário foi além e declarou que Lulinha receberia uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil, além de um pagamento único de R$ 25 milhões.
As declarações reforçam as suspeitas no entorno do escândalo conhecido como “Farra do INSS”, que apura desvios bilionários no sistema previdenciário. Para parlamentares da oposição, a proximidade entre o filho do presidente e um dos personagens centrais do caso exige explicações públicas.
Outro ponto que ampliou a pressão política foi a mudança repentina de Lulinha para Madri, em meados deste ano. O deslocamento para a Espanha causou perplexidade na oposição, que questiona se o filho do presidente teve acesso antecipado às investigações ou se decidiu deixar o país após se tornar evidente a instalação de uma CPMI para investigar o INSS no Congresso.
Nesta segunda-feira (15/12), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, evitou comentar o caso durante um café da manhã com jornalistas, alegando sigilo das investigações. Ainda assim, reconheceu: “infelizmente surgiu essa possibilidade”, em referência ao envolvimento de Lulinha no radar da apuração.
Procuradas, as defesas de Antônio Carlos Camilo Antunes e de Lulinha não comentaram o mérito. O advogado do Careca do INSS afirmou não ter tido acesso aos autos. Lulinha, segundo a coluna, ainda não constituiu advogado.
Pessoas próximas ao filho do presidente afirmam que ele pretende retornar ao Brasil no fim do ano e que irá processar todos que o associaram ao escândalo. Esses interlocutores sustentam que o fato de Lulinha e o Careca do INSS estarem no mesmo voo não comprovaria que viajaram juntos.
Para a oposição, porém, a documentação oficial da PF, somada aos depoimentos e à tentativa de bloqueio das informações na CPMI, reforça a necessidade de aprofundar as investigações, especialmente diante do histórico de relações empresariais envolvendo familiares do presidente da República.
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