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PF diz que sanção dos EUA antecipou operação contra investigado

PF diz que sanção dos EUA antecipou operação contra investigado

Diretor-geral afirma que divulgação da medida prejudicou a investigação e impediu a localização de Victor Henrique Shimada, considerado foragido

Por: Redação

03/07/2026 às 17:10

Imagem de PF diz que sanção dos EUA antecipou operação contra investigado

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Polícia Federal afirmou que a sanção aplicada pelos Estados Unidos ao empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada levou à antecipação da Operação Exchange, deflagrada nesta sexta-feira (3). Segundo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, a mudança no cronograma comprometeu a investigação e dificultou a localização do principal alvo da ação.

Durante entrevista coletiva, Andrei Rodrigues declarou que a divulgação da sanção obrigou a PF a antecipar a operação. Segundo ele, caso a ação tivesse ocorrido na data inicialmente prevista, havia a possibilidade de Shimada ter sido localizado.

"Alterou a nossa ação. Houve uma antecipação. Mas, de fato, se não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro e nós teríamos localizado essa pessoa", afirmou o diretor-geral.

De acordo com a PF, tanto a investigação quanto a decisão judicial que autorizou a Operação Exchange foram iniciadas antes da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organização terrorista pelos Estados Unidos. O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali, afirmou que a corporação ainda realizava diligências para localizar Shimada quando a sanção foi anunciada.

Victor Henrique Shimada não foi encontrado durante a operação e passou a ser considerado foragido da Justiça. Segundo Andrei Rodrigues, o empresário já havia sido preso preventivamente em outra investigação iniciada em 2024 e foi condenado em 2025. O diretor ressaltou que esse processo não tem relação com a posterior sanção aplicada pelo governo norte-americano.

A Operação Exchange investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas. Mais de 50 policiais federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões.

Ao todo, seis pessoas foram presas durante a operação. Entre elas está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada pelas autoridades norte-americanas como intermediária de Victor Henrique Shimada na movimentação de grandes quantias em dinheiro.

 

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