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PF encontra fuzil, Porsches e obras de arte em operação contra suplente de Alcolumbre
PF encontra fuzil, Porsches e obras de arte em operação contra suplente de Alcolumbre
Ação mira desvio de R$ 60 milhões no DNIT/AP; arsenal e itens de luxo levantam suspeitas sobre enriquecimento ilícito e abuso de poder político
Por: Redação
22/07/2025 às 09:40

Foto: Reprodução/PF
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (22) a operação Route 156, que investiga um esquema de corrupção no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes do Amapá (DNIT/AP). Entre os alvos está o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A ofensiva ocorre em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e mira fraudes em licitações e desvios de recursos públicos que somam R$ 60 milhões.
Durante as buscas, a PF apreendeu armas de grosso calibre, incluindo um fuzil calibre .556, três pistolas, cerca de 250 munições, além de três carros da marca Porsche, joias, relógios de luxo e 13 obras de arte atribuídas a artistas como Guignard e Portinari. Os itens foram encontrados em endereços ligados ao investigado, incluindo uma residência em Nova Lima (MG). O fuzil e as pistolas estavam em posse de Breno, que é registrado como CAC (colecionador, atirador e caçador). Segundo a corporação, será iniciado o processo de cassação do seu registro.
A investigação aponta que Breno, ligado à empresa LB Construções — vencedora de licitação para obras na BR-156 —, integra uma organização criminosa que fraudava o caráter competitivo de pregões eletrônicos, simulando concorrência com propostas fictícias e cláusulas restritivas nos editais. Além do DNIT, o empresário também mantém contratos com a Codevasf, órgão que já foi alvo de denúncias em outras investigações.
O caso se soma a uma série de escândalos envolvendo aliados de Davi Alcolumbre, figura central no Senado e conhecida por sua articulação política nos bastidores de Brasília. A operação levanta questionamentos sobre o uso da estrutura pública para favorecer interesses privados, e sobre o silêncio de setores do Congresso diante da escalada de corrupção em áreas sensíveis como a infraestrutura.
Apesar da gravidade dos fatos, até o momento, o presidente do Senado não se manifestou publicamente.
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