PF encontra menções a Toffoli em conversas de Vorcaro e cunhado
Conversas entre Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel citam pagamentos e empresa associada a empreendimento no Paraná
Por: Redação
12/02/2026 às 09:31

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação envolvendo o Banco Master passaram a incluir referências ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Os diálogos foram encontrados em conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel. Segundo pessoas que tiveram acesso ao conteúdo já compartilhado com o STF, as mensagens mencionam valores que seriam repassados à empresa Maridt, que no passado teve participação no Resort Tayayá, no Paraná — empreendimento associado a familiares do ministro.
Toffoli é sócio da Maridt, que posteriormente vendeu parte do empreendimento ao grupo ligado a Vorcaro.
O material integra relatório enviado pela Polícia Federal ao presidente da Corte, Edson Fachin, no âmbito do inquérito que apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.
A PF não apresentou pedido formal de suspeição contra Toffoli no caso específico do Banco Master. O que houve foi a solicitação para que o STF avalie a situação do relator à luz do conteúdo extraído dos aparelhos apreendidos.
De acordo com as fontes, não há trocas diretas de mensagens entre Toffoli e Vorcaro. As citações ao nome do ministro aparecem em diálogos mantidos entre terceiros, especialmente entre Vorcaro e Zettel, que possuem vínculos societários com fundos e empresas que, em algum momento, se relacionaram com o empreendimento hoteleiro.
Até o momento, a Polícia Federal não afirma a existência de crime envolvendo o magistrado. A investigação permanece concentrada na atuação de Daniel Vorcaro e de pessoas de seu entorno em operações financeiras sob suspeita.
Após a divulgação das informações, a defesa de Vorcaro divulgou nota afirmando preocupação com o que classificou como “vazamento seletivo” de dados sigilosos. Os advogados sustentam que a exposição fragmentada de trechos das mensagens pode gerar interpretações distorcidas e comprometer o devido processo legal.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil



