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PF investiga repasses de R$ 249 mil de lobista a ex-chefe de gabinete de Lula

PF investiga repasses de R$ 249 mil de lobista a ex-chefe de gabinete de Lula

Investigação apura pagamentos feitos por Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana, que afirma ter recebido os valores como empréstimo pessoal integralmente quitado

Por: Redação

04/08/2026 às 21:19

Imagem de PF investiga repasses de R$ 249 mil de lobista a ex-chefe de gabinete de Lula

Foto: Reprodução

A Polícia Federal investiga repasses que somam R$ 249 mil feitos pela empresária e lobista Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete da Presidência da República Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola. Os pagamentos ocorreram ao longo de 2025, período em que o ex-assessor integrava o núcleo mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

De acordo com as investigações, parte dos valores teria sido utilizada para quitar despesas pessoais de Marcola por meio do pagamento de boletos enviados à empresária. A Polícia Federal também apura a possibilidade de que parte dos recursos tenha sido entregue em dinheiro em espécie.

Os investigadores identificaram os repasses a partir de mensagens extraídas do celular de Roberta Luchsinger. Na época, Marcola era responsável pela agenda presidencial e mantinha interlocução com ministros e integrantes do governo.

A relação entre o ex-chefe de gabinete e a empresária levou a Polícia Federal a solicitar a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A investigação busca apurar se Marco Aurélio Santana teria praticado tráfico de influência durante o período em que ocupou o cargo na Presidência da República.

O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Flávio Dino. Segundo as investigações, o foco principal é a relação entre Marcola e Roberta Luchsinger, enquanto Lulinha aparece nas apurações em razão da proximidade da empresária com o filho do presidente.

Roberta Luchsinger admitiu ter apresentado Lulinha ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, mas negou que ambos tenham mantido relação comercial. As investigações também apontam que a empresária custeou despesas de uma viagem de Lulinha à Finlândia e pagava o aluguel de um imóvel utilizado pelo empresário em Brasília.

Em nota, Marco Aurélio Santana negou qualquer irregularidade e afirmou que os R$ 249 mil correspondem a um empréstimo pessoal, integralmente quitado por meio de transferência bancária. O ex-assessor declarou ainda que colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça e afirmou estar colaborando com as investigações.

 
 

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