PF mira CEO da Fictor em operação contra fraudes de R$ 500 milhões
Esquema envolvia bancos, empresas de fachada e lavagem de dinheiro em três estados
Por: Redação
25/03/2026 às 09:14

Foto: Reprodução/Linkedin
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes bancárias que pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões, principalmente contra a Caixa Econômica Federal.
Ao todo, estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Alvos incluem empresários ligados ao setor financeiro
Entre os principais alvos está Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, que foi alvo de buscas nesta fase da operação. Também aparece entre os investigados Luiz Rubini, ex-sócio do grupo.
Rubini já havia sido citado no contexto do escândalo do Banco Master, ao tentar adquirir a instituição antes de sua liquidação.
Como funcionava o esquema
Segundo a PF, a organização criminosa operava de forma estruturada, com divisão de funções e uso de mecanismos sofisticados para ocultar a origem dos recursos ilícitos.
O esquema envolvia:
- cooptação de funcionários de instituições financeiras
- inserção de dados falsos em sistemas bancários
- realização de saques e transferências indevidas
- uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro
- conversão dos valores em bens de alto valor e criptoativos
A estratégia dificultava o rastreamento e permitia a circulação de grandes quantias fora dos controles oficiais.
Bloqueio de bens e quebra de sigilo
A Justiça Federal autorizou o bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, além da quebra de sigilos bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas.
As medidas visam rastrear o fluxo do dinheiro e ampliar o alcance das investigações.
Crimes e penas
Os investigados poderão responder por uma série de crimes, incluindo:
- organização criminosa
- estelionato qualificado
- lavagem de dinheiro
- gestão fraudulenta
- corrupção ativa e passiva
- crimes contra o sistema financeiro
Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
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